Os trabalhadores da mina Casa de Pedra, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Congonhas (MG), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado para pressionar a empresa a melhorar a proposta de aumento salarial. Eles podem cruzar os braços a qualquer momento. Em assembleias na quinta-feira, os mineradores autorizaram o sindicato da categoria a definir o melhor momento para deflagrar o movimento.
'Não vai demorar', disse ontem o presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, Valério Vieira. 'Só estamos terminando de montar a infraestrutura para fazer a paralisação', acrescentou o sindicalista. Com data-base em 1º de maio, os 2,5 mil operários da CSN na Casa de Pedra (há outros 2 mil trabalhadores terceirizados) exigem reajuste salarial de 15%, o que representa 8,7% de aumento real mais 6,3% de reposição da inflação medida em 12 meses pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. Além disso, os trabalhadores querem R$ 400 no Cartão Alimentação e melhorias no programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Eles já haviam feito uma paralisação de advertência por 24 horas no dia 16 deste mês.
A companhia, controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch, oferecia inicialmente 6,3% de reajuste salarial, o que apenas repõe as perdas com a inflação. Na terça-feira, dia seguinte à paralisação de 24 horas, a CSN melhorou a proposta para 7,8% de reajuste e R$ 230 no Cartão Alimentação. 'Essa proposta é inaceitável', reagiu o presidente do sindicato, que recusou a oferta na mesa de negociação. 'Ela está muito abaixo das reivindicações dos trabalhadores e do avanço da lucratividade da empresa', disse Vieira.
A diretoria da CSN disse, por meio de nota, que a proposta apresentada aos trabalhadores contempla a correção integral do INPC e engloba aumento real nos salários e nos benefícios oferecidos, que 'estão acima da média de mercado'. Para a companhia, 'a greve não acrescenta para a busca de um acordo, cujo principal canal é o diálogo'. A empresa informou ainda que buscará o cumprimento das garantias da lei de greve, como o funcionamento das atividades básicas da operação da mineração Casa de Pedra.
Para os sindicalistas, é a 'intransigência' da CSN que está levando os trabalhadores à greve. Segundo eles, a paralisação de 24 horas na segunda-feira, que teria comprometido totalmente a produção diária de 60 mil toneladas de minério de ferro, foi uma advertência. 'A CSN melhorou a proposta, mas muito pouco ainda', frisou o presidente do sindicato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Todo apoio aos trabalhadores da CSN!Que todas as reivindicações sejam atendidas! Melhores salários, cartão alimentação de R$400,00. Contra a criminalização dos movimentos sociais! Lutar por melhores condições de vida não é crime! Parabéns a equipe do Blog "A História que fazemos nós" por postarem esse artigo aqui!
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