A madrugada deste domingo foi a mais fria do ano na cidade de São Paulo. Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), às 5h, a estação meteorológica automática do mirante de Santana, localizada na zona norte da cidade, registrou uma temperatura de 10,2°C.
No mesmo horário, o aeroporto de Guarulhos registrava temperatura de 7°C. Às 6h, o aeroporto do Campo de Marte, na zona norte, registrou temperatura de 10°C, enquanto em Congonhas o registro foi de 12°C.
Nas localidades menos urbanizadas, como em Parelheiros, no extremo sul da capital, as temperaturas declinaram ainda mais, segundo os dados disponíveis de estações meteorológicas automáticas. Às 6h, registrou-se em Parelheiros 6,8°C, embora a sensação térmica seja ainda menor para quem se expuser ao vento.
A manhã começou fria em São Paulo, com névoa em vários pontos da cidade. No decorrer do dia, a nebulosidade deve diminuir e o sol será visto entre poucas nuvens, propiciando a elevação das temperaturas, que deverão chegar a 20°C.
A umidade relativa do ar deve cair bastante durante a tarde, mas se eleva já nas primeiras horas da noite, por conta do rápido resfriamento, que conduzirá a outra madrugada bastante fria, com temperaturas que novamente se aproximarão de 10°C.
domingo, 29 de maio de 2011
Trabalhadores da CSN aprovam greve
Os trabalhadores da mina Casa de Pedra, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Congonhas (MG), decidiram entrar em greve por tempo indeterminado para pressionar a empresa a melhorar a proposta de aumento salarial. Eles podem cruzar os braços a qualquer momento. Em assembleias na quinta-feira, os mineradores autorizaram o sindicato da categoria a definir o melhor momento para deflagrar o movimento.
'Não vai demorar', disse ontem o presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, Valério Vieira. 'Só estamos terminando de montar a infraestrutura para fazer a paralisação', acrescentou o sindicalista. Com data-base em 1º de maio, os 2,5 mil operários da CSN na Casa de Pedra (há outros 2 mil trabalhadores terceirizados) exigem reajuste salarial de 15%, o que representa 8,7% de aumento real mais 6,3% de reposição da inflação medida em 12 meses pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. Além disso, os trabalhadores querem R$ 400 no Cartão Alimentação e melhorias no programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Eles já haviam feito uma paralisação de advertência por 24 horas no dia 16 deste mês.
A companhia, controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch, oferecia inicialmente 6,3% de reajuste salarial, o que apenas repõe as perdas com a inflação. Na terça-feira, dia seguinte à paralisação de 24 horas, a CSN melhorou a proposta para 7,8% de reajuste e R$ 230 no Cartão Alimentação. 'Essa proposta é inaceitável', reagiu o presidente do sindicato, que recusou a oferta na mesa de negociação. 'Ela está muito abaixo das reivindicações dos trabalhadores e do avanço da lucratividade da empresa', disse Vieira.
A diretoria da CSN disse, por meio de nota, que a proposta apresentada aos trabalhadores contempla a correção integral do INPC e engloba aumento real nos salários e nos benefícios oferecidos, que 'estão acima da média de mercado'. Para a companhia, 'a greve não acrescenta para a busca de um acordo, cujo principal canal é o diálogo'. A empresa informou ainda que buscará o cumprimento das garantias da lei de greve, como o funcionamento das atividades básicas da operação da mineração Casa de Pedra.
Para os sindicalistas, é a 'intransigência' da CSN que está levando os trabalhadores à greve. Segundo eles, a paralisação de 24 horas na segunda-feira, que teria comprometido totalmente a produção diária de 60 mil toneladas de minério de ferro, foi uma advertência. 'A CSN melhorou a proposta, mas muito pouco ainda', frisou o presidente do sindicato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
'Não vai demorar', disse ontem o presidente do Sindicato Metabase Inconfidentes, Valério Vieira. 'Só estamos terminando de montar a infraestrutura para fazer a paralisação', acrescentou o sindicalista. Com data-base em 1º de maio, os 2,5 mil operários da CSN na Casa de Pedra (há outros 2 mil trabalhadores terceirizados) exigem reajuste salarial de 15%, o que representa 8,7% de aumento real mais 6,3% de reposição da inflação medida em 12 meses pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. Além disso, os trabalhadores querem R$ 400 no Cartão Alimentação e melhorias no programa de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Eles já haviam feito uma paralisação de advertência por 24 horas no dia 16 deste mês.
A companhia, controlada pelo empresário Benjamin Steinbruch, oferecia inicialmente 6,3% de reajuste salarial, o que apenas repõe as perdas com a inflação. Na terça-feira, dia seguinte à paralisação de 24 horas, a CSN melhorou a proposta para 7,8% de reajuste e R$ 230 no Cartão Alimentação. 'Essa proposta é inaceitável', reagiu o presidente do sindicato, que recusou a oferta na mesa de negociação. 'Ela está muito abaixo das reivindicações dos trabalhadores e do avanço da lucratividade da empresa', disse Vieira.
A diretoria da CSN disse, por meio de nota, que a proposta apresentada aos trabalhadores contempla a correção integral do INPC e engloba aumento real nos salários e nos benefícios oferecidos, que 'estão acima da média de mercado'. Para a companhia, 'a greve não acrescenta para a busca de um acordo, cujo principal canal é o diálogo'. A empresa informou ainda que buscará o cumprimento das garantias da lei de greve, como o funcionamento das atividades básicas da operação da mineração Casa de Pedra.
Para os sindicalistas, é a 'intransigência' da CSN que está levando os trabalhadores à greve. Segundo eles, a paralisação de 24 horas na segunda-feira, que teria comprometido totalmente a produção diária de 60 mil toneladas de minério de ferro, foi uma advertência. 'A CSN melhorou a proposta, mas muito pouco ainda', frisou o presidente do sindicato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Homem fere companheira com tesoura em Feira de Santana, BA Caso ocorreu quando vítima pediu que ele levantasse para ir ao trabalho. Suspeito está detido e poderá pegar 12 anos de prisão.
Um homem foi detido em flagrante, no Hospital Geral Clériston Andrade, quando foi visitar uma mulher que ele teria agredido.
Suspeito de agredir a companheira na última sexta-feira (6), com murros e golpes de tesoura, o homem continua preso no Complexo Policial de Feira de Santana, município a 100 km de Salvador.
A vítima, que tem 35 anos, registrou ocorrência na manhã de terça-feira, após receber alta médica.
A vítima, que tem 35 anos, registrou ocorrência na manhã de terça-feira, após receber alta médica.
A mulher relatou que a agressão começou a ser cometida quando ela pediu para o rapaz acordar para trabalhar. “O coroa veio aqui para dormir e de manhã cedo eu iria com ele trabalhar. Eu fui acordar, ele não gostou e me deu um murro. A gente começou a discutir, eu fui em cima dele ainda, porque ele me ofendeu com palavras, aí eu caí e ele começou a me dar vários golpes de tesoura", descreve.
Segundo a vítima, o homem não a ameaçou de morte, mas contou crimes antigos no momento da agressão. "Ele contou as coisas que ele já fez. Quando eu estava deitada na cama, ele pensou que eu estava morrendo, aí falou que tinha engarguelado a mãe do filho dele e parou quando viu que ela ia morrer. Falou também que o primeiro crime dele foi um menino de sete anos, falou que tinha uma arma para ele pegar e matar o primo de minha menina", relata.
Segundo a vítima, o homem não a ameaçou de morte, mas contou crimes antigos no momento da agressão. "Ele contou as coisas que ele já fez. Quando eu estava deitada na cama, ele pensou que eu estava morrendo, aí falou que tinha engarguelado a mãe do filho dele e parou quando viu que ela ia morrer. Falou também que o primeiro crime dele foi um menino de sete anos, falou que tinha uma arma para ele pegar e matar o primo de minha menina", relata.
A vítima comenta ainda que foi ao banheiro dizendo que iria dar banho no filho e conseguiu pedir socorro. "Eu consegui ligar para minha colega porque o celular estava na cama. Quando minha colega chegou, ele falou que ia dizer que eu tava dormindo, depois mandou eu dizer que eu mesma que tinha me furado com a tesoura", diz.
De acordo com a delegada Martine Veloso, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, o homem vai responder por tentativa de homicídio e pode pegar 12 anos de prisão. Ainda de acordo com a investigação da polícia, o suspeito passou quatro anos no Centro de Atendimento ao Menor (CAM) quando era adolescente, por ter cometido um assassinato.
Homem morre após agredir padre e velório é encerrado pela polícia na PB Corpo seria sepultado sem atestado de óbito, diz delegado de Patos. Rapaz teria passado mal após atacar religioso durante missa em Catingueira.
Rapaz invade igreja e agride padre durante missa naParaíba (Foto: Reprodução/TV Globo)
Um rapaz de 33 anos morreu após invadir a Igreja de São Sebastião, em Catingueira (PB), durante a missa realizada na noite desta segunda-feira (9). Edmilson Jovino da Silva agrediu o padre Fabrício Dias com um soco no rosto e tentou atacá-lo com uma haste metálica de um ventilador.
Jovino ainda teria destruído peças sacras e passado mal na praça diante da igreja. Desmaiado, ele foi levado por um primo até o Hospital Regional de Patos (PB), mas chegou morto. Os médicos não fizeram o atestado de óbito sob a alegação de que ele não havia passado por cuidados médicos no local. O primo, então, voltou para Catingueira e providenciou o velório de Jovino, que foi feito nesta terça-feira (10) na casa da família, mesmo sem o documento que comprova a morte e a causa dela.
Rapaz tentou usar a haste de ventilador para agredirpadre (Foto: Reprodução/TV Globo)
O delegado Hugo Pereira Lucena, ao tomar conhecimento do fato, foi até o velório e interrompeu a cerimônia na tarde desta terça-feira. "Tive de fazer isso, pois não havia atestado de óbito. O corpo não foi analisado para sabermos as causas da morte. As testemunhas que estavam na praça disseram que ele passou mal, que teve um infarto, mas não temos comprovação disso."
Lucena disse ainda que o corpo do rapaz foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Campina Grande (PB), onde será feito o laudo necroscópico. "A família ficou triste com a interrupção do velório, mas não tinha o que fazer a não ser levar o corpo para o IML. Eles, mesmo entristecidos, colaboraram com a polícia para a retirada do corpo da casa."
Invasor quebrou imagens sacras durante agressãoa padre na Paraíba (Foto: Reprodução/TV Globo)
O delegado disse que o padre agredido não registrou queixa na polícia. "Ele só nos informou que foi agredido no rosto e que queria tomado ciência da morte do rapaz depois, quando populares lhe contaram o que tinha ocorrido do lado de fora da igreja", afirmou Lucena.
Em contato com familiares de Jovino, o delegado disse que obteve a informação de que o rapaz já tinha tentado agredir outros padres. "A família me disse que o rapaz tinha problemas intelectuais e já tinha protagonizado outras situações de agressões contra padres. Eles não sabem informar os motivos que o levavam a fazer isso", disse o delegado.
Falha no Facebook pode ter tornado públicos dados privados de usuários 'Chaves' de acesso de aplicativos foram compartilhadas com terceiros. Rede social já corrigiu o erro e diz que não acredita em vazamento.
Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, em eventona sede da empresa. (Foto: Reuters)
Uma brecha na forma que o Facebook autoriza os aplicativos instalados pelos internautas a interagir com seus perfis na rede social pode ter vazado dados dos usuários, segundo nota divulgada nesta terça-feira pela empresa de seguraça Symantec.
De acordo com a criadora do antivírus Norton, cerca de 100 mil aplicativos compatíveis com o Facebook tinham um bug - já corrigido pelos programadores da rede social - que liberava o acesso ao conteúdo protegido para anunciantes e serviços de medição de acesso terceirizados, entre outros.
Segundo a empresa, o a "chave" ou código autorizador (chamado de token) de cerca de 100 mil aplicativos pode ter sido compartilhada com publicitários por acidente, o que permitiu o acesso a dados e fotos do perfil, por exemplo, e a qualquer outra informação que o programa estava autorizado a acessar. O bug foi corrigido pelos desenvolvedores da rede social
“Tememos que muitos desses tokens podem ainda estar registrados em logs de servidores de terceiros ou ainda sendo usados por anunciantes. Usuários de Facebook preocupados podem modificar a senha para invalidar os tokens vazados”, afirmou a Symantec, em nota assinada pelos especialistas Nishant Doshi e Candid Wueest.
O problema existe apenas no protocolo antigo de autenticação de apps no Facebook que, apesar de já ter um sucessor no qual a brecha não existe, ainda é usado por milhares de apps. O erro foi confirmado e corrigido pela rede social, segundo a fabricante de antivírus, mas códigos de autorização funcionais ainda podem estar circulando. Somente a troca de senha é capaz de desativar esses códigos.
A Symantec explica que um app obtém do Facebook o código de acesso diretamente na URL e que, quando a página do app carrega outros recursos – como uma imagem de um servidor externo ou uma peça publicitária – esse código é vazado por meio do recurso conhecido como “HTTP Referrer”. É uma função dos navegadores que avisa o site B quando o internauta o acessa a partir de um link (referência) do site A.
O código autorizador possui apenas permissões limitadas – as mesmas que o usuário autoriza o app a realizar. No entanto, o vazamento pode ter dado a anunciantes o acesso a dados restritos dos internautas – o que seria uma violação da política de privacidade do Facebook, que nega o compartilhamento de dados com publicitários.
A maioria dos tokens expira logo depois de serem usados, mas alguns são cadastrados como “tokens off-line”, que continuam funcionando mesmo quando o usuário sai do Facebook. Esses tokens tem validade indefinida e podem ser os mais utilizados para o vazamento.
A Symantec estima que 100 mil apps tenham o bug. O Facebook acredita que nenhum dado foi obtido sem autorização, e o problema já estaria corrigido.
Cirurgia reimplanta ao contrário perna de menino nos Estados Unidos Procedimento possibilitou que adolescente não tivesse perna amputada. Recuperado, Dugan Smith voltou a jogar beisebol no time do pai.
Aos 10 anos de idade, o americano Dugan Smith mancava ao andar e sentia dores no joelho. Após quebrar a perna direita, foi constatado um tumor maligno no fêmur, e havia apenas uma alternativa para que o órgão continuasse crescendo ao longo da vida.
Segundo reportagem da TV americana FOX desta quarta-feira (11), uma rara cirurgia possibilitou que o garoto do estado de Ohio não tivesse a perna amputada. O procedimento retirou a seção da perna que continha o tumor, próximo ao joelho, girou a parte de baixo da perna em 180º e reconectou os vasos sanguíneos à parte de cima da coxa do garoto.
Em reportagem na TV americana, Dugan Smith, de 13 anos, mostra resultado da cirurgia que permitiu que sua perna direita não fosse amputada (Foto: Reprodução/FOX)A cirurgia foi realizada no James Cancer Hospital, em Ohio, e não precisou de uma prótese completa ou de um osso artificial. Segundo a Sociedade Americana do Câncer, em torno de apenas 400 crianças sofrem de câncer de osso por ano, por isso o procedimento feito em Dugan é considerado raro.
Apesar dos riscos envolvidos, o garoto se manteve otimista e calmo durante o período de recuperação. "Eu não sabia se poderia voltar a correr. Não sabia se ia dar certo, então tinha cem coisas correndo pela minha mente e eu só tentei permanecer otimista", conta o garoto.
Como a perna ficou menor que a outra, ele precisa usar uma prótese para andar. Mas, depois de recuperado, o adolescente voltou até a jogar beisebol no time dirigido pelo pai dele.
O pai, Dustin Smith, conta que prefere que o filho tente levar uma vida normal. "Se pais de amigos dele tentam ajudá-lo... não. Eu quero que ele seja tratado como qualquer criança jogando baseball", afirma.
Dugan acredita que ainda pode realizar o sonho de se tornar um jogador profissional na liga americana de beisebol. "Só porque você tem uma prótese na perna não significa que você não pode fazer aquilo, então eu simplesmente entro em campo e faço", afirma.
Imagem cedida pela Universidade Estadual de Ohio mostra localização do tumor maligno na perna do garoto (Foto: Reprodução/FOX)Japão para por um minuto para lembrar 2 meses do terremoto
Tóquio, 11 mai (EFE).- O Japão parou às 14h46 (2h46 de Brasília) desta quarta-feira para lembrar as vítimas do terremoto e do posterior tsunami, desastre que completou dois meses.De acordo com o último boletim divulgado, 14.949 pessoas morreram e outras 9.880 estão desaparecidas.
Os habitantes das zonas mais afetadas nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima detiveram seus afazeres diários em refúgios ou durante os trabalhos de reconstrução para render uma emocionante homenagem que foi transmitida pela emissora pública "NHK".
Há dois meses, a essa mesma hora, um terremoto de 9 graus na escala Richter e o posterior tsunami, com ondas de até 30 metros, arrasaram povoados inteiros sem que um grande número de pessoas tivesse tempo de reagir.
Nesta quarta-feira, moradores, voluntários e militares realizaram cerimônias em memória dos que morreram na catástrofe, enquanto prosseguem os esforços para retirar os escombros e levantar casas temporárias para cerca de 117 mil pessoas que continuam em abrigos.
Em cidades como Minamisanriku, na província de Miyagi, transformada em um monte de escombros, voluntários, militares e habitantes pararam o que estavam fazendo para respeitar um minuto de silêncio à mesma hora em que o tsunami atingiu a localidade, poucos minutos depois do tremor.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Siameses nascidos na China estão em estado crítico Devido à proximidade das cabeças, eles têm dificuldade para respirar. Bebês têm duas espinhas dorsais e dois esôfagos, e dividem demais órgãos
Hospital de Suibing, em Sichuan, sudoeste da China, exibe imagem de gêmeos siameses: corpo único e duas cabeças, que nasceram dia 5 de maio. Segundo médicos, eles estão em estado crítico, com dificuldades respiratórias devido à proximidade das cabeças. (Foto: AP Photo)
Bebês siameses pesam 4 kg, medem 51cm, têm duas espinhas dorsais, dois esôfagos e compartilham demais órgãos. (Foto: AP Photo)INFORMAÇÃO SEM IMPOSTO.
Há muito tempo que o povo brasileiro se calou quase que por inteiro. Poucos estão interessados em se unir para lutar pelo que é justo. Passeatas praticamente não existem mais, revoltas muito menos, mas se a geração Coca-Cola esperava uma oportunidade para começar a se unir, ela chegou agora.
Ano após ano somos estuprados pelos altíssimos impostos no Brasil. Tiram muito e devolvem praticamente nada, deixando um verdadeiro rombo no orçamento de diversos brasileiros. Ano após ano, também, vemos notícias sobre corrupção, festa com dinheiro público e aumento de salários dos políticos, mas não fazemos rigorosamente nada. Para se ter uma ideia, hoje, dia 26/04, o site www.impostometro.com.br informa que, em apenas 4 meses, o governo arrecadou mais de 440 BILHÕES DE REAIS. Onde está o nosso retorno? Onde estão nossos benefícios devolvidos? Onde está o nosso dinheiro? Ah sim, provavelmente no showzinho do Luan Santana realizado com verba pública somente para servidores do estado, que custou 1.3 milhão de reais… Do nosso dinheiro.
Está na hora de utilizar a Internet para organizar um manifesto pela luta do que consideramos justo.
Há tempo demais somos obrigados a pagar valores exorbitantes para podermos ter aquilo que o resto do mundo inteiro tem barato: produtos de mídia e eletrônicos como DVD’s, BluRays, Videogames, Jogos, iPads, iPhones, iPods e tantos outros exemplos. No país onde o salário mínimo é de 540 reais, nosso governo tem a cara de pau de fazer com que um simples lançamento de filme em BluRay saia por 80 desses suados reais.
Oitenta reais em um filme é mais que uma cuspida em nossa cara, principalmente quando sabemos que, lá fora, o mesmo filme é vendido por ridículos 26 reais (no caso, 17 dólares). O mesmo acontece em todos os outros segmentos, como você pode ver abaixo:
Playstation 3 – Lá fora: 474 reais
No Brasil: 2000 reais

Call of Duty Black OPS Wii – Lá fora: 63 reais

No Brasil: 200 reais

iPad 64GB 3G – Lá fora: 954 reais

No Brasil: 2400 reais
O manifesto #PrecoJusto tem o objetivo de enviar para Brasília a nossa insatisfação e revolta. Nele, basta você assinar com seu nome, email e CPF que nós tomaremos todas as medidas necessárias para que enxerguem nossa manifestação e, assim, possamos sair da Internet para conseguirmos uma lei.
Aqui é só o início, o local onde você pode ajudar a fazer um país melhor. Esse é apenas o primeiro de muitos manifestos veiculados pela Internet e que tomarão repercussão e força nacional para chegarem em Brasília. Assine, divulgue, participe, fique antenado nos acontecimentos, pois se a Internet é o futuro, está na hora de utilizá-la para moldar melhor o NOSSO futuro!
Divulguem esse PROTESTO
Escolas públicas oferecem aos alunos merenda estragada Em um mês de investigação, uma equipe do programa flagrou a péssima qualidade da merenda em escolas públicas do país: comida estragada, vencida, armazenada de qualquer jeito, intragável.
tenção, mães e pais com filhos em colégios públicos. Em um mês de investigação jornalística, o Fantástico encontrou na merenda escolar: comida estragada, vencida, armazenada de qualquer jeito, intragável. Uma situação revoltante, de deixar qualquer um indignado.
"Uma boa alimentação, coma frutas, verduras e legumes", diz o recado no mural. Na teoria, tudo certo. Mas, na prática... Um homem traz os alimentos da merenda: carne moída. A comida veio em um caminhão, exposta ao sol e sem refrigeração. Nas embalagens, não há nome do fabricante nem data de validade.
"Uma boa alimentação, coma frutas, verduras e legumes", diz o recado no mural. Na teoria, tudo certo. Mas, na prática... Um homem traz os alimentos da merenda: carne moída. A comida veio em um caminhão, exposta ao sol e sem refrigeração. Nas embalagens, não há nome do fabricante nem data de validade.
A merenda é para uma escola estadual de Novo Gama, em Goiás, de 95 mil habitantes, a 40 quilômetros de Brasília. São cerca de 1,5 mil alunos.
“Eu lancho só de vez em quando. Dia desses, nós achamos uma barata dentro do lanche”, conta um aluno.
Na cozinha da escola, foram achados três gatos andando de um lado para o outro. Este é só um entre os vários péssimos exemplos que o Fantástico encontrou durante um mês de investigação jornalística. São dezenas de flagrantes de descaso.
“Não tem nada para comer. Ficamos sem”, diz Graziele dos Santos, de 12 anos.
Quinta-feira, 7 de abril. Natal registra 31ºC e uma escola não tem água. as crianças têm que levar de casa. E esse não é o único problema. Às 15h, os alunos foram embora mais cedo porque não havia merenda.
“Está sem lanche”, contou Micarla dos Santos, de 11 anos.
Foram apenas duas horas de aula – uma situação que se repete em outras escolas municipais de Natal.
“Nos sentimos obrigados a diminuir o horário pelo fato de muitos passarem mal, com dor no estômago e até mesmo desmaios”, revela a coordenadora pedagógica Elaine Medeiros.
Em um colégio com 400 alunos, a cozinha está completamente vazia. Percebe-se que o fogão não é usado há muito tempo, nem as panelas. No depósito foi encontrado milho vencido.
“Isso é um descaso com os pais, com as crianças”, comenta Marlene da Silva, avó de uma aluna.
“Nós já estamos com toda uma logística montada para a normalização completa em todas as escolas da rede”, assegura o secretário de Educação de Natal, Walter Fonseca.
A equipe do Fantástico visitou mais de 50 escolas públicas – estaduais e municipais – de cinco estados: São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia. Todos sempre se apresentaram como jornalistas.
Em Itaparica, cidade turística baiana, foram a duas escolas municipais. Uma funcionária contou que quase não tem merenda e, naquele momento, só havia açúcar no estoque. Desde o início do ano, a geladeira da escola está vazia. Só tem água gelada.
De barriga vazia, Marcelino, de 11 anos, aluno do 6º ano, volta para casa, onde mora com a irmã e a mãe. O pai morreu. Desempregada, a mãe conta que não é todo dia que a família consegue comer.
“Lavei umas panelas para uma criatura lá embaixo. Daí, comprei um peixe e um feijão. Tenho que dar um jeito de não deixá-los sem almoçar”, conta Maria Margarete dos Mares.
“Com essa falta de merenda, automaticamente eles não vêm. Há uma evasão”, revela Jurail dos Santos, funcionário de uma das escolas.
O Fantástico foi atrás de explicações. Um funcionário informou que o prefeito havia encerrado o expediente às 14h. A equipe de reportagem ligou todos os dias desta semana para a prefeitura de Itaparica. Foram deixados vários recados, mas ninguém retornou.
Este ano, o Ministério da Educação vai repassar mais de R$ 3 bilhões a governos estaduais e prefeituras para a compra de merenda. O objetivo é beneficiar 45 milhões de estudantes. A Controladoria-Geral da União ajuda a fiscalizar como o dinheiro é gasto.
“Nós temos visto problemas nas áreas de licitação e também no recebimento, na armazenagem e no preparo da merenda”, diz Valdir Agapito Teixeira, secretário de Controle Interno da Controladoria-Geral da União.
Fotos tiradas pelos fiscais da controladoria são a prova do descaso. Em São Bento do Tocantins, por exemplo, foi encontrado um sapo ao lado da comida.
Em Branquinha, Alagoas, não havia água potável no colégio e no armário da merenda, um foco de baratas.
“Nós temos encontrado coisas absurdas de armazenamento em banheiro, em condições sem ventilação”, diz Valdir Agapito Teixeira.
Em Nazaré, Bahia, as refeições dos mais de quatro mil alunos da cidade saem de uma cozinha da prefeitura. Segundo uma funcionária, as crianças comem biscoito de má qualidade por pressão do fornecedor dos alimentos.
“Eu falei que não ia receber. Então, não teria merenda. Eu fui pressionada pelo fornecedor que venceu a licitação. O biscoito não tem um sabor agradável”, diz a funcionária.
Depois de saber que o Fantástico preparava a reportagem, a prefeitura de Nazaré informou que o contrato com o fornecedor foi cancelado e que a nutricionista pediu demissão.
E o que dizer quando a merenda está toda estragada? Foram encontradas embalagens de arroz dentro do prazo de validade em local inadequado. A escola municipal fica em Vera Cruz, cidade baiana de 37 mil habitantes, na Ilha de Itaparica. A instituição tem 17 alunos. A merenda é feita no mesmo local em que ficam o estoque e o fogão. Bem ao lado, fica o banheiro.
Foi encontrada comida vencida e mofada. O macarrão estava com bicho.
“Isso não representa a realidade do município na gestão da merenda escolar nem na gestão da educação de modo geral. Não vai acontecer mais de maneira nenhuma”, assegura o prefeito de Vera Cruz, Magno de Souza Filho.
O Ministério da Educação (MEC) determina o que deve ter no prato dos estudantes. A merenda precisa suprir, no mínimo, 20% das necessidades nutricionais diárias e ter pelo menos três porções de frutas e hortaliças por semana. Doces e alimentos enlatados, semiprontos e embutidos podem ser oferecidos, mas com moderação. Exemplo de embutido é a salsicha, muito comum nos colégios por onde a equipe do Fantástico passou.
Este é o cardápio do mês da escola municipal em Novo Gama, Goiás: salada, seleta de legumes, filé de peixe ao forno, lasanha. Mas, segundo os funcionários, isso é só no papel.
“No cardápio, é chique demais. Mas, na prática, não vem. É fantasioso, para ganhar a verba. Mas não chega”, diz uma merendeira.
Quando o arroz está cheio de insetos, a recomendação é ir para o lixo, mas não na escola goiana.
“Eu mostrei para a nutricionista. Ela falou para eu colocar no sol que resolve o problema, e o bichinho sai”, conta uma merendeira.
A Secretaria de Educação de Novo Gama informou que não permite a distribuição de merenda com irregularidade. Negou que o cardápio seja fantasioso, alegando que a merenda muda, conforme os alimentos em estoque.
Em escola municipal de Santa Teresinha, na Bahia, a tubulação de esgoto passa pela cozinha. O charque estava sem data de validade. Entre os sacos de comida, muitas formigas.
Em novembro passado, na Bahia, a Polícia Federal prendeu sete prefeitos. Entres a acusações, desviar verbas federais e favorecer uma empresa distribuidora de merenda, que superfaturava preços e não entregava comida. Entre os políticos presos, estava o prefeito de Santa Teresinha, Agnaldo Andrade. Ele ficou dois dias na cadeia e continua no cargo.
A nutricionista da prefeitura reconhece que a merenda não supre as necessidades nutricionais, mas alega que os ingredientes, mesmo insuficientes, são de boa qualidade. Diz que as embalagens são lavadas e que, por isso, as etiquetas com a validade e a fabricação caem.
Na nota, há uma foto mostrando como o município diz ter resolvido o problema do esgoto na cozinha. Sobre as formigas, a nutricionista alega que os funcionários são orientados a limpar a despensa uma vez por semana.
Uma das explicações para tantos problemas nas merendas é a corrupção. O Fantástico teve acesso, com exclusividade, a dois depoimentos que, segundo o Ministério Público, ajudam a entender o caminho das fraudes.
O Fantástico não mostrou o rosto das pessoas porque a investigação ainda está em andamento. As testemunhas dizem que têm medo de morrer, que estão sendo ameaçadas.
Genivaldo Santos é ex-sócio da Verdurama, empresa paulista do ramo de refeições prontas. A chamada merenda terceirizada é quando a cidade contrata uma empresa e paga para que ela fique responsável pela alimentação dos alunos. Genivaldo, que esteve à frente da Verdurama entre 2002 e 2008, foi interrogado em março deste ano por um promotor de São Paulo.
“Eu tinha a finalidade de pagar algumas propinas de alguns municípios. A média da propina era de 10%”, revela. Esse valor corresponde a cerca de R$ 70 milhões de propina por ano.
O ex-sócio da Verdurama aceitou contar tudo em troca de uma possível redução da pena. Genivaldo Santos confessa que, durante a gestão dele, as refeições servidas em 28 cidades de cinco estados eram de péssima qualidade.
“Sempre é um pedaço de meia salsicha, ou ovos, ou arroz ou bolacha. Na maioria das vezes, o que consta no contrato nunca foi cumprido”, conta Genivaldo Santos.
Em nota, a atual direção da Verdurama diz desconhecer o pagamento de propina e que se há algum responsável pelas supostas irregularidades, ele é Genivaldo Santos.
Agora, quem fala é uma testemunha-chave em uma investigação contra a prefeitura de Taubaté, no interior paulista. O homem acusa o atual prefeito, Roberto Peixoto, e a primeira- dama de receber propina de uma empresa de merenda chamada Sistal. Ele diz que, duas vezes por mês, durante três anos, entregou dinheiro da corrupção para o casal.
“Eu servia de mulas para eles”, conta. O homem calcula que Roberto e Luciana Peixoto receberam cerca de R$ 5 milhões de propina. “Eles estão montando uma boate em Taubaté agora”.
A casa de shows é uma das maiores da região e está registrada na junta comercial em nome de Anderson da Silva Ferreira, o genro do prefeito.
O Fantástico também foi a um sítio. A testemunha do Ministério Público disse em depoimento e também para a equipe de reportagem que o sítio está entre os bens comprados pelo prefeito com dinheiro de propina.
Segundo o denunciante, o valor do sítio foi R$ 250 mil reais, pagos em agosto de 2007.
“O pagamento foi feito à vista, de uma vez só, e o dinheiro foi levado na bolsa. Ele parou o carro ao lado do meu. Eu coloquei a bolsa dentro do carro dele”, relata a testemunha.
“Já existem provas materiais no sentido de que houve pagamento de propina e aquisição pelo prefeito de bens imóveis incompatíveis com os seus rendimentos”, constata o promotor de Justiça Sílvio Marques.
Em nota, a Sistal diz que jamais pagou propina a Roberto Peixoto. O Fantástico procurou o prefeito de Taubaté. Sobre essa nova denúncia, ele indicou para falar o secretário de governo.
“É uma acusação descabida. O objetivo do prefeito não era ter nenhuma vantagem pessoal com este contrato. Muito pelo contrário, era melhorar a alimentação, a merenda escolar da nossa cidade. A casa de shows pertence ao seu genro, portanto, não tem nenhuma ligação jurídica ou econômica com o prefeito”, afirma o secretário de Governo de Taubaté, Adair Loredo dos Santos.
“Mais de 50 prefeituras estão sendo investigadas neste momento em todo o país. O Ministério Público tem prova documental e prova testemunhal do pagamento de propina”, diz Sílvio Marques.
Depois de três anos de investigações e mais de 40 pessoas ouvidas, o Ministério Público de São Paulo acusa seis empresas de participar da máfia da merenda.
“Eles se reuniam frequentemente na capital de São Paulo e dividiam o mercado de licitações no Brasil todo”, conta o promotor de Justiça de São Paulo Arthur Pinto de Lemos Junior.
Uma das empresas investigadas é a SP Alimentação. O dono, Eloizo Durães, chegou a ser preso ano passado, acusado de pagar propina a dois vereadores de Limeira, interior paulista. Entre as 13 cidades atendidas pela empresa, estão quatro capitais: São Paulo, Recife, São Luís e João Pessoa.
Recentemente, em 9 de fevereiro, a Promotoria de Defesa dos Direitos da Educação entrou na Justiça com uma ação civil pública apontando irregularidades na merenda de João Pessoa. São réus o prefeito Luciano Agra e a SP Alimentação.
O Fantástico foi a uma escola municipal de João Pessoa, com cerca de 800 alunos. A merenda do dia foi mungunzá, uma comida típica do nordeste, à base de milho e coco. Mas muitos alunos recusam o mungunzá da escola. Reclamam do gosto ruim. Parte da merenda vai para o lixo.
Em um documento de 2010, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação apontou que os cardápios das escolas de João Pessoa não atendiam às necessidades de calorias e de alguns nutrientes. E, de acordo com o Ministério Público, ex-nutricionistas da SP Alimentação eram obrigadas a transportar alimentos em seus carros particulares, gerando grave risco de contaminação.
O Fantástico foi a outra escola da capital da Paraíba, onde estudam cerca de 700 crianças. A equipe de reportagem acompanhou a entrega da carne. Sob sol forte, a uma temperatura de 31ºC, a carne é transportada em um veículo não refrigerado. A comida chega a ser colocada em cima do carro.
“Vem congelado”, justifica um funcionário.
Na escola, neste dia, as crianças comem macarrão com carne. Muitas crianças reclamam da qualidade da merenda. Parte dela vai para o lixo. A equipe do Fantástico ficou quatro dias em João Pessoa. Em todos, foi registrado o desperdício de comida. Em um colégio, segundo o diretor, a merenda jogada fora daria para alimentar mais de cem crianças
Em janeiro, o Ministério Público recomendou à prefeitura que o contrato com a SP Alimentação não fosse prorrogado. Mas isso não aconteceu. A Secretaria de Educação de João Pessoa disse que a contratação da empresa foi acompanhada pelo Tribunal de Contas da União e que está dentro da lei.
Alegou também que a maioria das crianças aceita bem os alimentos servidos. Também em nota, a SP Alimentação disse que obedece a todos os procedimentos legais e que 90% dos diretores das escolas de João Pessoa aprovam a merenda da empresa.
O Fantástico pediu à professora de ciências dos alimentos Gilma Sturion, da Universidade de São Paulo (USP), que analisasse dez cardápios de escolas visitadas pela equipe de reportagem do programa, inclusive das de João Pessoa.
“Têm baixo valor energético, é muito deficiente em frutas e hortaliças. Todos os municípios têm condições de fazer uma boa merenda, é só otimizar os recursos. Um prato com arroz, feijão, alface, beterraba, carne e chuchu refogado sairia por R$ 0,80. Se fosse frango, sairia por R$ 0,60”, diz a professora.
O Fantástico procurou o MEC. Em nome do ministério, falou o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Daniel Silva Balaban.
“Aqueles maus gestores são processados administrativamente, e, se for o caso, criminalmente”, diz. Sobre a merenda terceirizada, ele afirma: “Nós não apoiamos a terceirização da merenda porque achamos que a merenda escolar deve ser realizada em cada município. Recurso do governo federal não pode ser utilizado para pagamento de terceirização”.
Das mais de 50 escolas que o Fantástico visitou, entre os vários flagrantes de descaso, foi encontrada uma situação que é um resumo do que acontece em muitos colégios públicos. Uma escola estadual que fica em Águas Lindas de Goiás tem quase 2,3 mil alunos e um apelido: Carandiru – referência ao famoso presídio paulista que já não existe mais.
“Os alunos brigavam muito, vinham armados. Daí, esse nome”, explica a diretora da escola, Maria Cleusa Ribeiro.
Na instituição, a merenda só sai, diz a diretora, por causa do esforço dos funcionários.
“Compramos fiado, porque o dinheiro nunca chega no início do mês para podermos comprar. Algumas crianças necessitam desse lanche mesmo. Elas vêm por causa da merenda”, diz a diretora.
A Secretaria de Educação de Goiás diz que vai tomar providências, inclusive na escola que tinha gatos na cozinha.
“Nós vamos mandar uma equipe para ver isso de perto. Se chega alguma denúncia aqui, no dia seguinte, tem uma equipe no local”, assegura Sonia Piero Bom, superintendente de gestão da Secretaria de Educação de Goiás.
Uma aposentada de Águas Lindas de Goiás cuida dos sete netos. A família vive com cerca de R$ 500 por mês.
“A gente não passa um dia sem comer. Só que não é coisa boa. Tem dia que eles dizem que não teve lanche e ficam com fome. Quando eles lancham lá, já ajuda”, conta a aposentada.
“Interfere na aprendizagem do aluno, no desenvolvimento da criança. Então, eu acho que teriam que priorizar. E isso se faz quando se quer”, conclui Gilma Sturion.
“Eu lancho só de vez em quando. Dia desses, nós achamos uma barata dentro do lanche”, conta um aluno.
Na cozinha da escola, foram achados três gatos andando de um lado para o outro. Este é só um entre os vários péssimos exemplos que o Fantástico encontrou durante um mês de investigação jornalística. São dezenas de flagrantes de descaso.
“Não tem nada para comer. Ficamos sem”, diz Graziele dos Santos, de 12 anos.
Quinta-feira, 7 de abril. Natal registra 31ºC e uma escola não tem água. as crianças têm que levar de casa. E esse não é o único problema. Às 15h, os alunos foram embora mais cedo porque não havia merenda.
“Está sem lanche”, contou Micarla dos Santos, de 11 anos.
Foram apenas duas horas de aula – uma situação que se repete em outras escolas municipais de Natal.
“Nos sentimos obrigados a diminuir o horário pelo fato de muitos passarem mal, com dor no estômago e até mesmo desmaios”, revela a coordenadora pedagógica Elaine Medeiros.
Em um colégio com 400 alunos, a cozinha está completamente vazia. Percebe-se que o fogão não é usado há muito tempo, nem as panelas. No depósito foi encontrado milho vencido.
“Isso é um descaso com os pais, com as crianças”, comenta Marlene da Silva, avó de uma aluna.
“Nós já estamos com toda uma logística montada para a normalização completa em todas as escolas da rede”, assegura o secretário de Educação de Natal, Walter Fonseca.
A equipe do Fantástico visitou mais de 50 escolas públicas – estaduais e municipais – de cinco estados: São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia. Todos sempre se apresentaram como jornalistas.
Em Itaparica, cidade turística baiana, foram a duas escolas municipais. Uma funcionária contou que quase não tem merenda e, naquele momento, só havia açúcar no estoque. Desde o início do ano, a geladeira da escola está vazia. Só tem água gelada.
De barriga vazia, Marcelino, de 11 anos, aluno do 6º ano, volta para casa, onde mora com a irmã e a mãe. O pai morreu. Desempregada, a mãe conta que não é todo dia que a família consegue comer.
“Lavei umas panelas para uma criatura lá embaixo. Daí, comprei um peixe e um feijão. Tenho que dar um jeito de não deixá-los sem almoçar”, conta Maria Margarete dos Mares.
“Com essa falta de merenda, automaticamente eles não vêm. Há uma evasão”, revela Jurail dos Santos, funcionário de uma das escolas.
O Fantástico foi atrás de explicações. Um funcionário informou que o prefeito havia encerrado o expediente às 14h. A equipe de reportagem ligou todos os dias desta semana para a prefeitura de Itaparica. Foram deixados vários recados, mas ninguém retornou.
Este ano, o Ministério da Educação vai repassar mais de R$ 3 bilhões a governos estaduais e prefeituras para a compra de merenda. O objetivo é beneficiar 45 milhões de estudantes. A Controladoria-Geral da União ajuda a fiscalizar como o dinheiro é gasto.
“Nós temos visto problemas nas áreas de licitação e também no recebimento, na armazenagem e no preparo da merenda”, diz Valdir Agapito Teixeira, secretário de Controle Interno da Controladoria-Geral da União.
Fotos tiradas pelos fiscais da controladoria são a prova do descaso. Em São Bento do Tocantins, por exemplo, foi encontrado um sapo ao lado da comida.
Em Branquinha, Alagoas, não havia água potável no colégio e no armário da merenda, um foco de baratas.
“Nós temos encontrado coisas absurdas de armazenamento em banheiro, em condições sem ventilação”, diz Valdir Agapito Teixeira.
Em Nazaré, Bahia, as refeições dos mais de quatro mil alunos da cidade saem de uma cozinha da prefeitura. Segundo uma funcionária, as crianças comem biscoito de má qualidade por pressão do fornecedor dos alimentos.
“Eu falei que não ia receber. Então, não teria merenda. Eu fui pressionada pelo fornecedor que venceu a licitação. O biscoito não tem um sabor agradável”, diz a funcionária.
Depois de saber que o Fantástico preparava a reportagem, a prefeitura de Nazaré informou que o contrato com o fornecedor foi cancelado e que a nutricionista pediu demissão.
E o que dizer quando a merenda está toda estragada? Foram encontradas embalagens de arroz dentro do prazo de validade em local inadequado. A escola municipal fica em Vera Cruz, cidade baiana de 37 mil habitantes, na Ilha de Itaparica. A instituição tem 17 alunos. A merenda é feita no mesmo local em que ficam o estoque e o fogão. Bem ao lado, fica o banheiro.
Foi encontrada comida vencida e mofada. O macarrão estava com bicho.
“Isso não representa a realidade do município na gestão da merenda escolar nem na gestão da educação de modo geral. Não vai acontecer mais de maneira nenhuma”, assegura o prefeito de Vera Cruz, Magno de Souza Filho.
O Ministério da Educação (MEC) determina o que deve ter no prato dos estudantes. A merenda precisa suprir, no mínimo, 20% das necessidades nutricionais diárias e ter pelo menos três porções de frutas e hortaliças por semana. Doces e alimentos enlatados, semiprontos e embutidos podem ser oferecidos, mas com moderação. Exemplo de embutido é a salsicha, muito comum nos colégios por onde a equipe do Fantástico passou.
Este é o cardápio do mês da escola municipal em Novo Gama, Goiás: salada, seleta de legumes, filé de peixe ao forno, lasanha. Mas, segundo os funcionários, isso é só no papel.
“No cardápio, é chique demais. Mas, na prática, não vem. É fantasioso, para ganhar a verba. Mas não chega”, diz uma merendeira.
Quando o arroz está cheio de insetos, a recomendação é ir para o lixo, mas não na escola goiana.
“Eu mostrei para a nutricionista. Ela falou para eu colocar no sol que resolve o problema, e o bichinho sai”, conta uma merendeira.
A Secretaria de Educação de Novo Gama informou que não permite a distribuição de merenda com irregularidade. Negou que o cardápio seja fantasioso, alegando que a merenda muda, conforme os alimentos em estoque.
Em escola municipal de Santa Teresinha, na Bahia, a tubulação de esgoto passa pela cozinha. O charque estava sem data de validade. Entre os sacos de comida, muitas formigas.
Em novembro passado, na Bahia, a Polícia Federal prendeu sete prefeitos. Entres a acusações, desviar verbas federais e favorecer uma empresa distribuidora de merenda, que superfaturava preços e não entregava comida. Entre os políticos presos, estava o prefeito de Santa Teresinha, Agnaldo Andrade. Ele ficou dois dias na cadeia e continua no cargo.
A nutricionista da prefeitura reconhece que a merenda não supre as necessidades nutricionais, mas alega que os ingredientes, mesmo insuficientes, são de boa qualidade. Diz que as embalagens são lavadas e que, por isso, as etiquetas com a validade e a fabricação caem.
Na nota, há uma foto mostrando como o município diz ter resolvido o problema do esgoto na cozinha. Sobre as formigas, a nutricionista alega que os funcionários são orientados a limpar a despensa uma vez por semana.
Uma das explicações para tantos problemas nas merendas é a corrupção. O Fantástico teve acesso, com exclusividade, a dois depoimentos que, segundo o Ministério Público, ajudam a entender o caminho das fraudes.
O Fantástico não mostrou o rosto das pessoas porque a investigação ainda está em andamento. As testemunhas dizem que têm medo de morrer, que estão sendo ameaçadas.
Genivaldo Santos é ex-sócio da Verdurama, empresa paulista do ramo de refeições prontas. A chamada merenda terceirizada é quando a cidade contrata uma empresa e paga para que ela fique responsável pela alimentação dos alunos. Genivaldo, que esteve à frente da Verdurama entre 2002 e 2008, foi interrogado em março deste ano por um promotor de São Paulo.
“Eu tinha a finalidade de pagar algumas propinas de alguns municípios. A média da propina era de 10%”, revela. Esse valor corresponde a cerca de R$ 70 milhões de propina por ano.
O ex-sócio da Verdurama aceitou contar tudo em troca de uma possível redução da pena. Genivaldo Santos confessa que, durante a gestão dele, as refeições servidas em 28 cidades de cinco estados eram de péssima qualidade.
“Sempre é um pedaço de meia salsicha, ou ovos, ou arroz ou bolacha. Na maioria das vezes, o que consta no contrato nunca foi cumprido”, conta Genivaldo Santos.
Em nota, a atual direção da Verdurama diz desconhecer o pagamento de propina e que se há algum responsável pelas supostas irregularidades, ele é Genivaldo Santos.
Agora, quem fala é uma testemunha-chave em uma investigação contra a prefeitura de Taubaté, no interior paulista. O homem acusa o atual prefeito, Roberto Peixoto, e a primeira- dama de receber propina de uma empresa de merenda chamada Sistal. Ele diz que, duas vezes por mês, durante três anos, entregou dinheiro da corrupção para o casal.
“Eu servia de mulas para eles”, conta. O homem calcula que Roberto e Luciana Peixoto receberam cerca de R$ 5 milhões de propina. “Eles estão montando uma boate em Taubaté agora”.
A casa de shows é uma das maiores da região e está registrada na junta comercial em nome de Anderson da Silva Ferreira, o genro do prefeito.
O Fantástico também foi a um sítio. A testemunha do Ministério Público disse em depoimento e também para a equipe de reportagem que o sítio está entre os bens comprados pelo prefeito com dinheiro de propina.
Segundo o denunciante, o valor do sítio foi R$ 250 mil reais, pagos em agosto de 2007.
“O pagamento foi feito à vista, de uma vez só, e o dinheiro foi levado na bolsa. Ele parou o carro ao lado do meu. Eu coloquei a bolsa dentro do carro dele”, relata a testemunha.
“Já existem provas materiais no sentido de que houve pagamento de propina e aquisição pelo prefeito de bens imóveis incompatíveis com os seus rendimentos”, constata o promotor de Justiça Sílvio Marques.
Em nota, a Sistal diz que jamais pagou propina a Roberto Peixoto. O Fantástico procurou o prefeito de Taubaté. Sobre essa nova denúncia, ele indicou para falar o secretário de governo.
“É uma acusação descabida. O objetivo do prefeito não era ter nenhuma vantagem pessoal com este contrato. Muito pelo contrário, era melhorar a alimentação, a merenda escolar da nossa cidade. A casa de shows pertence ao seu genro, portanto, não tem nenhuma ligação jurídica ou econômica com o prefeito”, afirma o secretário de Governo de Taubaté, Adair Loredo dos Santos.
“Mais de 50 prefeituras estão sendo investigadas neste momento em todo o país. O Ministério Público tem prova documental e prova testemunhal do pagamento de propina”, diz Sílvio Marques.
Depois de três anos de investigações e mais de 40 pessoas ouvidas, o Ministério Público de São Paulo acusa seis empresas de participar da máfia da merenda.
“Eles se reuniam frequentemente na capital de São Paulo e dividiam o mercado de licitações no Brasil todo”, conta o promotor de Justiça de São Paulo Arthur Pinto de Lemos Junior.
Uma das empresas investigadas é a SP Alimentação. O dono, Eloizo Durães, chegou a ser preso ano passado, acusado de pagar propina a dois vereadores de Limeira, interior paulista. Entre as 13 cidades atendidas pela empresa, estão quatro capitais: São Paulo, Recife, São Luís e João Pessoa.
Recentemente, em 9 de fevereiro, a Promotoria de Defesa dos Direitos da Educação entrou na Justiça com uma ação civil pública apontando irregularidades na merenda de João Pessoa. São réus o prefeito Luciano Agra e a SP Alimentação.
O Fantástico foi a uma escola municipal de João Pessoa, com cerca de 800 alunos. A merenda do dia foi mungunzá, uma comida típica do nordeste, à base de milho e coco. Mas muitos alunos recusam o mungunzá da escola. Reclamam do gosto ruim. Parte da merenda vai para o lixo.
Em um documento de 2010, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação apontou que os cardápios das escolas de João Pessoa não atendiam às necessidades de calorias e de alguns nutrientes. E, de acordo com o Ministério Público, ex-nutricionistas da SP Alimentação eram obrigadas a transportar alimentos em seus carros particulares, gerando grave risco de contaminação.
O Fantástico foi a outra escola da capital da Paraíba, onde estudam cerca de 700 crianças. A equipe de reportagem acompanhou a entrega da carne. Sob sol forte, a uma temperatura de 31ºC, a carne é transportada em um veículo não refrigerado. A comida chega a ser colocada em cima do carro.
“Vem congelado”, justifica um funcionário.
Na escola, neste dia, as crianças comem macarrão com carne. Muitas crianças reclamam da qualidade da merenda. Parte dela vai para o lixo. A equipe do Fantástico ficou quatro dias em João Pessoa. Em todos, foi registrado o desperdício de comida. Em um colégio, segundo o diretor, a merenda jogada fora daria para alimentar mais de cem crianças
Em janeiro, o Ministério Público recomendou à prefeitura que o contrato com a SP Alimentação não fosse prorrogado. Mas isso não aconteceu. A Secretaria de Educação de João Pessoa disse que a contratação da empresa foi acompanhada pelo Tribunal de Contas da União e que está dentro da lei.
Alegou também que a maioria das crianças aceita bem os alimentos servidos. Também em nota, a SP Alimentação disse que obedece a todos os procedimentos legais e que 90% dos diretores das escolas de João Pessoa aprovam a merenda da empresa.
O Fantástico pediu à professora de ciências dos alimentos Gilma Sturion, da Universidade de São Paulo (USP), que analisasse dez cardápios de escolas visitadas pela equipe de reportagem do programa, inclusive das de João Pessoa.
“Têm baixo valor energético, é muito deficiente em frutas e hortaliças. Todos os municípios têm condições de fazer uma boa merenda, é só otimizar os recursos. Um prato com arroz, feijão, alface, beterraba, carne e chuchu refogado sairia por R$ 0,80. Se fosse frango, sairia por R$ 0,60”, diz a professora.
O Fantástico procurou o MEC. Em nome do ministério, falou o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Daniel Silva Balaban.
“Aqueles maus gestores são processados administrativamente, e, se for o caso, criminalmente”, diz. Sobre a merenda terceirizada, ele afirma: “Nós não apoiamos a terceirização da merenda porque achamos que a merenda escolar deve ser realizada em cada município. Recurso do governo federal não pode ser utilizado para pagamento de terceirização”.
Das mais de 50 escolas que o Fantástico visitou, entre os vários flagrantes de descaso, foi encontrada uma situação que é um resumo do que acontece em muitos colégios públicos. Uma escola estadual que fica em Águas Lindas de Goiás tem quase 2,3 mil alunos e um apelido: Carandiru – referência ao famoso presídio paulista que já não existe mais.
“Os alunos brigavam muito, vinham armados. Daí, esse nome”, explica a diretora da escola, Maria Cleusa Ribeiro.
Na instituição, a merenda só sai, diz a diretora, por causa do esforço dos funcionários.
“Compramos fiado, porque o dinheiro nunca chega no início do mês para podermos comprar. Algumas crianças necessitam desse lanche mesmo. Elas vêm por causa da merenda”, diz a diretora.
A Secretaria de Educação de Goiás diz que vai tomar providências, inclusive na escola que tinha gatos na cozinha.
“Nós vamos mandar uma equipe para ver isso de perto. Se chega alguma denúncia aqui, no dia seguinte, tem uma equipe no local”, assegura Sonia Piero Bom, superintendente de gestão da Secretaria de Educação de Goiás.
Uma aposentada de Águas Lindas de Goiás cuida dos sete netos. A família vive com cerca de R$ 500 por mês.
“A gente não passa um dia sem comer. Só que não é coisa boa. Tem dia que eles dizem que não teve lanche e ficam com fome. Quando eles lancham lá, já ajuda”, conta a aposentada.
“Interfere na aprendizagem do aluno, no desenvolvimento da criança. Então, eu acho que teriam que priorizar. E isso se faz quando se quer”, conclui Gilma Sturion.
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