sexta-feira, 29 de abril de 2011

Príncipe William e Kate Middleton se casam na Abadia de Westminster Matrimônio foi confirmado às 7h20 (em Brasília) por arcebispo de Canterbury. Noiva subiu ao altar usando um vestido McQueen criado por Sarah Burton.

William Arthur Philip Louis e Catherine Middleton, agora duque e duquesa de Cambridge, casaram-se oficialmente às 7h20 (horário de Brasília) desta sexta-feira (29) na Abadia de Westminster, em Londres.
O "sim" da então plebeia Kate Middleton ao príncipe William foi dito precisamente às 7h16, antes  do início dos juramentos e da troca de alianças. O matrimônio, nos moldes da Igreja Anglicana, religião oficial da monarquia britânica, foi celebrado pelo arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.
A cerimônia de cerca de uma hora começou pouco após as 7h, com a passagem de ambos os noivos - cada um a seu lado - pelos longos tapetes vermelhos da igreja. Eles se encontraram no altar às 7h08, trocando olhares, sorrisos e comentários em voz baixa. De acordo com um especialista em leitura labial ouvido pelo diário britânico "The Guardian", as primeiras palavras de William à noiva teriam sido: "Você está linda".
Usando um vestido branco com rendas nos ombros e nos braços e um decote em V, Kate deixou o Hotel Goring, próximo ao Palácio de Buckingham, às 6h52. O tão especulado modelo da noiva foi desenhado por Sarah Burton, diretora de ciração da grife de Alexander McQueen, estilista britânico morto no ano passado. Os cabelos estavam presos com uma tiara Cartier, presente da Rainha Mãe à Elizabeth II e emprestada por esta a Kate.
No trajeto até a abadia, acompanhada do pai, Michael Francis Middleton, ela acenou bastante para os curiosos que se espremiam nas calçadas para ver a futura princesa passar.
Kate chegou aos portões da Abadia de Westminster exatamente às 7h, onde William, usando um traje militar vermelho, já a esperava desde as 6h22 para o início da cerimônia.
Kate Middleton deixa carro ao chegar à abadia (Foto: AP)Kate Middleton chegar à Abadia de Westminster usando vestido desenhado por Sarah Burton (Foto: AP)
Convidados e curiososAlém dos irmãos William e Harry, que já estavam no local, Príncipe Charles e sua mulher, Camilla Parker Bowles, foram os primeiros da família real a chegar para a celebração, por volta das 6h45. A rainha Elizabeth II veio logo em seguida vestindo roupa e chapéu amarelos.
A mãe da noiva, Carole Middleton, foi à cerimônia usando um modelo criado pela estilista francesa Catherine Walker. Ela é conhecida por ter desenhado mais de mil peças do guarda-roupas da princesa Diana, incluindo o vestido preto com o qual ela foi enterrada em agosto de 1997.
Vestido com terno Ralph Lauren e um chapéu, David Beckam foi um dos primeiros entre os 1.900 convidados oficiais a chegar ao templo. Sua esposa Victoria, grávida do quarto filho, usava um vestido azul escuro, criação dela própria, uma das cores mais populares para o casamento real.
Entre os convidados também estavam o conde Spencer, irmão de Lady Di, ocantor Elton John - que foi com o companheiro, David Furnish - e o nadador Ian Thorpe.
Do lado de fora da abadia, ao longo dos arredores de Westminster, uma multidão de curiosos se acotovelava para ver passar a procissão do casamento real. Turistas e ingleses já estavam acordados desde a madrugada para acompanhar o evento. O G1 também encontrou brasilieros.
Carruagens e beijosPor volta das 8h10, William e Kate deixaram a Abadia de Westminster em uma carruagem aberta até o Palácio de Buckingham, a residência real, onde serão oferecidos uma cerimônia de recepção e um almoço para cerca de 600 convidados.
William e Kate foram seguidos em cortejo por outras carruagens que transportavam a rainha, Charles e outros membros da monarquia britânica.
O trajeto foi acompanhado por dezenas de milhares de pessoas nas ruas e, apesar das previsões de chuva, ocorreu sob um tímido sol da manhã londrino.
Por volta das 9h30, os recém-casados apareceram na varanda do Palácio de Buckingham para saudar a multidão. Eles permaneceram por cerca de cinco minutos e trocaram dois beijos.
Após o almoço no palácio, William pegou emprestado do pai o carro Aston Martin conversível, modelo DB6 Mark II, e levou a esposa até a residência de Charles, em Clarence House, onde mais tarde haverá o jantar de casamento.
Em um Aston Martin emprestado pelo pai, William leva Kate até Clarence House (Foto: Chris Ison-pa/AP)Em um Aston Martin emprestado pelo pai, William leva Kate até Clarence House (Foto: Chris Ison-pa/AP)
William, duque de CambridgeNa manhã desta sexta-feira, poucas horas antes de se casar, William recebeu de sua avó, a rainha Elizabeth II, o título de duque de Cambridge. O título de duque é o mais alto da hierarquia da nobreza britânica, somente abaixo de reis e príncipes.
William também recebeu outros dois títulos menores, o de conde de Strathearn e de barão de Carrickfergus.
Segundo a tradição do trono britânico, os homens da realeza recebem um título de nobreza na manhã de seu casamento. Cabe ao monarca da ocasião escolher o título.
O pai de William, o príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, foi nomeado pela mãe príncipe de Gales no dia de seu casamento com Diana, que se tornou a princesa de Gales, em 1981. William é o segundo na linha de sucessão à Coroa.
Nascido em 21 de junho de 1982, William é o filho mais velho de Charles e Diana e o terceiro neto mais velho da rainha Elizabeth II e do príncipe Philip.  
O príncipe William e sua noiva, Kate Middleton, em fotografia oficial do noivado (Foto: AP)O príncipe William e Kate Middleton, em fotografia
oficial do noivado (Foto: AP)
Catherine, duquesa de CambridgeMais velha de três irmãos, Catherine Middleton nasceu em 9 de janeiro de 1982 numa família de classe média que vivia em Berkshire, zona oeste de Londres.  Seu pai, Michael, trabalhava como piloto de aviões, e a mãe, Carole, era comissária de bordo, mas depois montou uma empresa que vendia acessórios para festas pelo correio.
Kate conheceu o príncipe William na Universidade Saint Andrews, na Escócia, em 2001, onde estudou história da arte. O casal vivia junto com outros amigos numa república estudantil. Em abril de 2004, ela já ia com William, Harry e Charles à viagem anual de esqui na Suíça, causando alvoroço entre os fotógrafos.
O casal chegou a romper em 2007, quando William foi transferido para outros lugares da Grã-Bretanha como parte do seu treinamento militar, segundo a imprensa.
O noivado de Kate e William foi anunciado ao mundo em novembro de 2010.
Em 24 de fevereiro, o príncipe e a então namorada participaram de seu primeiro evento oficial juntos, num prenúncio da vida de assédio que os espera.
Depois de casados, eles pretendem morar em uma casa de campo alugada na ilha de Anglesey, no norte do País de Gales. O príncipe já reside no local, onde deve servir até 2013 como piloto de busca e resgate da Força Aérea Real britânica (RAF, sigla em inglês).
O destino da lua-de-mel do casal vem sendo mantido em segredo até agora. Em sua primeira viagem oficial como marido e mulher, eles visitarão o Canadá entre 30 de junho e 8 de julho, onde deverão participar das festividades do dia nacional canadense, em 1º de julho.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Disque-Denúncia recebeu 15 ligações sobre a Viúva Negra Recompensa oferecida por Heloísa Borba Gonçalves é de R$ 11 mil. Ela é suspeita de mandar matar cinco homens.

O Disque-Denúncia recebeu 15 ligações até o final da manhã desta quinta-feira (28) com informações sobre o paradeiro deHeloísa Borba Gonçalves, a Viúva Negra. Só nesta manhã foram três ligações. Outras sete denúncias foram feitas na quarta-feira (27), e cinco na terça-feira (26).
A recompensa oferecida por informações que leve à captura dela passaram de R$ 2 mil para R$ 11 mil, no último fim de semana. Antes, o serviço não tinha recebido nenhuma ligação.
Heloísa ficou conhecida como “Viúva Negra” graças aos vários crimes de que é acusada: quatro homicídios e duas tentativas de homicídio, alguns contra homens com os quais era casada. A viúva negra é uma espécie de aranha cuja fêmea mata o macho após a cópula. A advogada já assinou também como Heloísa Saad e Heloísa Borba Gonçalves.
Segundo o Disque-Denúncia, a advogada foi condenada a mais de 19 anos de prisão pela 19ª Vara Criminal. A recompensa aumentou, segundo a central, devido à falta de informações e da periculosidade da criminosa.
Quem tiver informações sobre a advogada foragida deve ligar para 2253-1177 (Foto: Divulgação / Disque-Denúncia)Prêmio por informações que levem à prisão da 
Viúva Negra subiu para R$ 11 mil
(Foto: Divulgação / Disque-Denúncia)
Quem tiver qualquer informação que auxilie nas investigações pode ligar para o Disque-Denúncia através do telefone (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas e garante o anonimato.
Maridos e namorados eram alvos
Em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe negou um pedido de habeas corpus ano passado, está o resumo do histórico de crimes da advogada já registrados na Justiça. Ela foi denunciada pela morte de Jorge Ribeiro, um dos maridos; é a principal suspeita da morte tanto do ex-namorado Wargih Murad, que descobriu seu passado suspeito, e do pedreiro que o acompanhava na ocasião; é acusa ainda de tentar matar o filho de Wargih, Elie Murad, e de mandar matar o detetive por ele contratado para investigar a morte do pai, Luiz Marques da Mota.
Ainda de acordo com o STF, Heloísa teve um marido, Irineu Duque Soares, assassinado em 1983, em Magé, meses depois de ter se casado com ela, com pacto nupcial de comunhão total de bens. Na época, após seu depoimento à delegacia, o crime foi registrado como latrocínio.
O documento afirma ainda que um de seus companheiros e pai de alguns de seus filhos, Carlos Pinto da Silva, chegou a ser denunciado por crimes patrimoniais junto com Heloísa e acabou sofrendo uma tentativa de homicídio durante uma viagem com ela a Salvador. Na época, ele chegou a acusá-la de ser a responsável pelos tiros que o atingiram. A Viúva Negra já foi denunciada também por fraude do INSS.
Bígama, tentou registrar o mesmo filho com dois pais
Heloísa já foi condenada por bigamia. Quando era casada com o militar Jorge Ribeiro, casou-se, ao mesmo tempo, com o comerciante aposentado Nicolau Saad, que morreu pouco tempo depois. Com idade avançada, sua morte foi tida como natural. Ela passou, então, a usar uma antiga procuração do marido para transferir imóveis do falecido e acabou condenada por falsidade ideológica.
Enquanto mantinha os dois relacionamentos, Heloísa engravidou e, segundo o Tribunal de Justiça do Rio, induziu os dois a registrarem a criança. Em 1992, Jorge Ribeiro foi assassinado a pauladas, com as mãos amarradas, em uma sala comercial de propriedade dele, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Heloísa, que estava separada de Ribeiro, é acusada de ser a mandante, ajudar na execução do crime e facilitar a fuga do assassino. O motivo do assassinato seria os bens da vítima.

Bebê morto é encontrado em usina de reciclagem de lixo de Brasília Trabalhador da estação de reciclagem achou o corpo. Ainda não é possível indicar a causa da morte, diz polícia.

Trabalhador da usina de reciclagem de lixo do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), localizada na Avenida das Nações, na Asa Sul, encontrou o corpo de um bebê em meio aos resíduos na noite desta quarta-feira (27).
Segundo o chefe da usina, Luiz Carlos Jesus, o corpo já havia passado pela esteira de separação, que divide o que pode ser reciclado do que vai ser descartado, e não foi percebido pelos funcionários nessa etapa.
A polícia foi avisada do caso nesta quinta-feira e informou que uma avaliação preliminar indica que o corpo é de uma menina recém-nascida. Ainda não é possível precisar a causa da morte

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Juíza do caso Eliza Samudio está sob escolta policial, diz TJMG Segundo tribunal, ela começou a ser acompanhada por agentes. Medida foi tomada após denúncia de que Bola teria plano para matá-la.

A juíza Marixa Fabiane Rodrigues, que preside o processo que julga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno, está sob escolta policial. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a magistrada começou a ser acompanhada por agentes nesta terça-feira (26).
Ainda segundo o TJMG, a medida foi tomada após a denúncia de que o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria planos para matá-la. A denúncia foi feita pelo advogado e assistente de acusação do processo que julga o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, José Arteiro Cavalcante Lima, no Tribunal de Justiça de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na segunda-feira (18).
Arteiro afirma no documento que Bola teria um plano para matá-lo e também planejava assassinar a magistrada e o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil. Segundo o advogado, ele ficou sabendo da informação por meio de um detento que dividia a cela com o Bola na Penitenciária Nelson Hungria.
Nesta terça-feira (26), o tribunal confirmou que Marixa entregou a Corregedoria Geral de Justiça na  segunda-feira (25) a denúncia contra o ex-policial.
Entenda o caso
Eliza Samudio teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Em fevereiro de 2010, a jovem deu à luz um menino e alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, Eliza teria sito morta no início de junho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Polícia Civil indiciou Bruno e mais oito envolvidos no desparecimento e morte da jovem. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público em agosto de 2010. O corpo de Eliza não foi encontrado.
Em dezembro de 2010, a ex-mulher de Bruno, Dayanne; a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro; o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva; e Wemerson Marques, o Coxinha, foram soltos e respondem em liberdade. O goleiro, o amigo Macarrão e o primo Sérgio estão presos e vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Filha e namorado são suspeitos de matar homem para receber seguro O valor de três seguradoras chegaria a R$ 1,2 milhão, segundo a polícia. Vítima foi morta com 3 tiros na cabeça, em Itabirito, Região Central de MG.

A Polícia Civil investiga a filha e o namorado que são suspeitos de assassinar o pai da moça para resgatar um prêmio de seguro de vida no valor de R$ 1,2 milhão. A jovem teria planejado o assassinato, segundo a polícia. Um policial militar (PM) também está sendo procurado. Um suspeito foi apresentado pela polícia nesta quarta-feira (27), em Belo Horizonte. A mulher segue foragida. Ela teria planejado o assassinato, segundo a polícia. Um policial militar (PM) também está sendo procurado.
Segundo a polícia, o crime foi em agosto de 2010, no km 43 da BR-356, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. O homem que foi assassinado era condenado por estelionato e era foragido da Justiça. Ele foi morto dentro de um carro com três tiros na cabeça e, de acordo com as investigações, a filha dele, de 29 anos, seria a mentora do crime.
A jovem teria chegado a combinar com o pai a simulação da morte dele para receber R$ 1,2 milhão de três seguradoras, mas o plano foi abandonado. A filha então planejou o homicídio, segundo a polícia. Ela seria a única beneficiária dos seguros de vida do pai e o namorado, que está preso, e o pai dele, um policial militar, foram indiciados pelo homicídio. O PM teria sido o autor dos disparos.
Os dois tiveram prisão decretada e estão foragidos. Ainda de acordo com a polícia, os prêmios dos seguros de vida não foram pagos.

De acordo com a polícia, a jovem é estudante de direito e, durante as investigações, chegou a pedir um estágio na Delegacia de Homicídios, que foi negado.
 

Estudantes fazem ato contra homofobia no campus da UFMG Evento de nome ‘Beijaço Gay’ reuniu cerca de 150 pessoas. Universidade disse que apoia manifestação.

Um ato contra a homofobia reuniu cerca de 150 pessoas, nesta quarta-feira (27), em frente ao gramado da reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, em Belo Horizonte. Com a proposta de darem um ‘Beijaço Gay’, expressão que batizou o evento, universitários e simpatizantes da luta pela diversidade sexual marcaram um ponto de encontro pela internet. Alguns casais homossexuais cumpriram o combinado e deram beijos em protesto contra o preconceito.
“Acho legal, para mostrar que não tem diferenças”, falou Isabela, de 23 anos. Ela e a namorada Marcela, 30 anos, não estudam no campus, mas compareceram. Disseram que não sofrem preconceito entre familiares e amigos, mas uma delas já foi reprimida ao beijar dentro de um shopping. “Um segurança pegou no meu braço e disse que aquilo não era coisa para fazer em um ambiente familiar”, lembrou Marcela.
Beijaço gay (Foto: Flávia Cristini/G1)Marcela e Isabela aderiram ao protesto no campus da UFMG. (Foto: Flávia Cristini/G1)
Na concentração, os idealizadores falaram sobre a intenção do ato simbólico promovido após uma denúncia recente de agressão contra homossexuais dentro do campus. “A gente espera que seja um incentivo para quem ainda tem vergonha de se beijar em público”, falou Isadora Lima, de 21 anos, que estuda psicologia na UFMG. Vindo de outra faculdade de Belo Horizonte, Pedro Queiroz, 21, participa de discussões do Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (Gudds) e ajudou a criar o movimento. Perguntado sobre o impacto que o ‘Beijaço Gay’ poderia causar, respondeu que é importante tratar com mais naturalidade a homossexualidade. “Choca, mas isso vem do fato de que é alguma coisa que as pessoas não querem ver, mas existe”, falou.
 
Beijaço gay (Foto: Flávia Cristini/G1)'A gente quer igualdade', falou estudante.
(Foto: Flávia Cristini/G1)
O bancário Marcos, 40 anos, e o mestrando Gilberto, 23 anos, namoram há três anos. “A gente quer igualdade”, disse Gilberto. Para o namorado, não surpreende ouvir relatos de violência do tipo dentro do ambiente acadêmico. “É um reflexo da sociedade, se existe preconceito fora da universidade, vai existir dento também. Mas é lamentável”, falou.

Um grupo de estudantes do curso de publicidade levantou cartazes com a mensagem ‘#eu sou gay’. “Viemos trazer a mensagem de tolerância. Ao dizer ‘eu sou gay’ estamos assumindo o compromisso com a diversidade”, falou Jullie Utsch, de 18 anos.
Beijaço gay (Foto: Flávia Cristini/G1)Estudantes apoiaram a diversidade sexual. (Foto: Flávia Cristini/G1)
Os integrantes do grupo não se definiram como homossexuais e disseram que a mensagem é de apoio. ”Não é para chocar é para responder de uma forma diferente, com afetividade, a atitudes de homofobia”, falou Marcos Antunes, de 17 anos.
Beijaço gay (Foto: Flávia Cristini/G1)Personagem drag queen fez a contagem para o beijo.
(Foto: Flávia Cristini/G1)
A presença de um repórter drag queencausou alvoroço. “Vim cobrir e a animação acabou caindo na minha mão”, brincou Malonna, personagem do estudante André Silva, de 25 anos. Ele ex-aluno de artes visuais da universidade e faz parte da equipe de um programa independente. “É uma ação política, que tira da invisibilidade a relação homoafetiva”, falou Mallona ao definir o evento. A drag queen fez a contagem para o beijo.

Logo após o ato, a universidade informou por meio de uma assessora de imprensa ‘que é radicalmente contra a homofobia e que apoia o ato realizado no campus. Ainda segundo a assessora, que acompanhou o desfecho do ‘Beijaço Gay’, uma comissão dentro da universidade já ouviu um casal masculino, que denunciou ter sido vítima de agressão física durante uma calourada no campus. Sobre este caso de violência que incentivou a manifestação, a UFMG informou que procede com as apurações que devem ser concluídas num prazo de 30 dias, a contar da abertura da sindicância no dia 15 abril. O prazo pode ser prorrogado por mais 30 dias.

Restaurante serve bebida alcoólica por engano para bebê nos EUA Dominic Wilson começou a se comportar de modo estranho. Pais haviam pedido um suco de maçã para o bebê de 15 meses.

Um bebê de 15 meses foi intoxicado na sexta-feira ao ingerir uma bebida alcoólica servida por engano em um restaurante da cadeia Applebee's em Michigan, nos Estados Unidos, onde seus pais tinham pedido um suco de maçã.
Em vez de suco, restaurante serviu bebida alcoólica para Dominic Wilson. (Foto: Reprodução/CNN)Em vez de suco, restaurante serviu bebida alcoólica para Dominic Wilson. (Foto: Reprodução/CNN)
O pequeno Dominic Wilson começou a se comportar de um modo estranho após beber o suposto suco, o que alertou seus pais, que se surpreenderam após provarem a bebida e perceberem que continha álcool.
Os médicos determinaram que o índice de álcool no sangue do bebê era superior ao limite legal para os motoristas (0,10). No entanto Dominic, que não tinha terminado o copo, está se recuperando rapidamente.
A cadeia Applebee's anunciou mudanças no serviço de bebidas para evitar que um fato como o de sexta-feira volte a se repetir e, a partir de agora, os sucos para crianças serão servidos em jarras individuais.
Os pais da criança, que são menores de 21 anos - idade mínima requerida para poder tomar álcool nos EUA - , decidiram não tomar medidas legais contra o estabelecimento, e se limitaram a afirmar que não voltarão ao restaurante.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Homem-bala morre durante show após falha em rede de segurança Espectadores chocados assistiram ao acidente, no condado inglês de Kent. Homem de 23 anos caiu inconsciente logo após ter sido lançado de canhão.

Homem é lançado de canhão durante perfomance no condado de Kent, pouco antes do acidente com a rede de segurança (Foto: Rob Hutchinson / AP)Homem é lançado de canhão durante perfomance no
condado de Kent, pouco antes do acidente com a
rede de segurança (Foto: Rob Hutchinson / AP)
Um homem-bala morreu nesta segunda-feira (25) durante uma apresentação, no sudeste da Inglaterra, após a rede de proteção aonde cairia falhar, informa o tabloide britânico "Daily Mail".
De acordo com o jornal, os espectadores assistiram chocados ao homem de 23 anos ser lançado do canhão e cair após a falha no equipamento.
Segundo a polícia de Kent, parentes do homem foram informados e preferiram não identificá-lo.
O acidente ocorreu durante uma apresentação no condado de Kent, na tarde desta segunda. Testemunhas disseram que o homem estava inconsciente e sangrava após o impacto.
A apresentação foi imediatamente cancelada e a polícia isolou a área para a investigação.
A companhia responsável pela apresentação, The Scott May's show, excursiona pelo Reino Unido desde 1991, com performances que incluem saltos com motocicletas e manobras com caminhões, além do homem-bala.
Um porta-voz disse que a companhia não se pronunciaria sobre o acidente até que todas as circunstâncias sejam esclarecidas.

Menino de 2 anos matou a mãe com pistola achando que era brinquedo, diz pai Americano admitiu ter deixado arma desprotegida ao visitar a ex-namorada em Fort Lauderdale, na Flórida.

Um americano perdeu a guarda do filho de dois anos e meio após ter afirmado à polícia que a criança matou a própria mãe ao apertar o gatilho de uma pistola que ele encontrou em casa.
Segundo o pai, Troy Bailey, ex-namorado da vítima, o garoto teria pensado que a arma, que pertencia a ele, era um brinquedo.
A Justiça do condado de Broward, na Flórida, ordenou que o menino fique sob a custódia da família da mãe, Julia Bennett, até o fim das investigações sobre o incidente.
A família de Bennett afirma não acreditar na história de Bailey e diz que um menino de dois anos não teria força para apertar o gatilho da pistola.
O pai foi interrogado pela polícia e liberado sem ser indiciado ou ser considerado suspeito.
Porte legal
Bailey teria ligado para o serviço de emergência da polícia dizendo que o filho teria tomado a pistola semiautomática 9 mm e disparado acidentalmente, matando sua mãe.
O pai admitiu ter deixado a arma em um local desprotegido ao visitar a ex-namorada em sua casa em Fort Lauderdale, na Flórida.
Ele disse ter visto quando o filho pegou a arma e disparou contra a mãe, que morreu com um único tiro na cabeça. Bailey tinha autorização legal para portar a arma.
Uma tia de Bennett, Marva Anglin, disse que o menino não entende o que aconteceu e fica constantemente chamando pela mãe.
A família dela diz nunca ter encontrado o pai da criança, mas diz ter medo dele e pediu à Justiça que não permita que ele faça visitas ao filho sem proteção policial.

Acidente na Disney de Paris deixa cinco feridos, um em estado grave Peça se soltou de brinquedo e atingiu homem, que está internado. Outras quatro pessoas se feriram e foram atendidas no local.

Cinco pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave, em um acidente ocorrido na tarde desta segunda-feira (25) em um vagão da atração "Trem da Mina" do parque de diversões Disneyland, nos arredores de Paris.
"Uma peça do cenário feita de fibra de vidro e madeira se desprendeu e caiu em um dos vagões. Havia 25 pessoas a bordo", disse Thierry Bonnet, vice-prefeito da região de Seine-et-Marne, onde está o parque.
De acordo com testemunhas, a peça atingiu na cabeça um homem de 38 anos, que ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital Beaujon de Paris.
Uma porta-voz do parque disse que "sua vida não corre perigo" e que teve "um traumatismo craniano".
Os serviços do parque de diversões tomaram conta de seus familiares, "que permanecem no parque esta noite", declarou a porta-voz.
Outras quatro pessoas ficaram feridas levemente no acidente e foram tratadas no local, informou a prefeitura. Depois, seguiram desfrutando das atrações do parque, segundo a porta-voz da Disneyland.
Por questões de segurança, "a atração foi fechada até nova ordem, de acordo com o procedimento normal, para saber o que ocorreu", acrescentou a porta-voz.
A Disneyland Paris foi a principal atração turística da França em 2009, atraindo 15,4 milhões de visitantes, de acordo com o bureau nacional de estatísticas INSEE.

Mulher tenta chegar ao gabinete de Dilma e é contida por seguranças Ela driblou segurança do Palácio do Planalto e entrou no Salão Nobre. Aos berros, e com bebê no colo, a mulher pediu habitação para os pobres.

 Uma mulher carregando uma criança no colo e chorando descontroladamente entrou na condição de visitante no Salão Nobre do Palácio do Planalto, em Brasília, e tentou subir a rampa interna que dá acesso ao gabinete da presidente Dilma Rousseff.  (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)A mulher, que carregava uma criança no colo e chorava, no salão nobre do Palácio do Planalto (Foto: Dida Sampaio/Agência Estado)
Uma mulher que se apresentou como Eliane dos Santos Silva driblou nesta segunda-feira (25) a segurança do Palácio do Planalto e tentou subir a rampa que dá acesso ao gabinete da presidente Dilma Rousseff.
Ela foi detida pelos seguranças enquanto pedia, aos berros, para falar com a presidente e reivindicava habitação para a população de baixa renda na cidade onde mora, São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
“Todo mundo tem direito à habitação. Eu sou mãe de três filhos. Direito para pobre, não tem. Para rico, sempre arranja uma brechinha. Todo mundo aqui pensa que pobre é burro”, disse, aos prantos, com um dos filhos no colo.
Eliane entrou no Palácio do Planalto como visitante e subiu para o segundo andar, onde fica o Salão Nobre, local onde o ex-vice-presidente José Alencar foi velado no final de março. Quando tentava subir a rampa que dá acesso ao gabinete de Dilma, ela foi impedida pelos seguranças.
A mulher foi encaminhada para uma sala no primeiro andar do Palácio do Planalto, onde foi recebida por assessores da Secretaria-Geral da Presidência. A Presidência informou que Eliane dos Santos foi liberada e que seu pedido sobre habitação para a população de baixa renda será encaminhado a assessores de Dilma Rousseff.
 

Presos de alto risco de Guantánamo foram libertados, diz WikiLeaks Arquivos secretos dizem que 130 presos libertados representam ameaça. Governo Obama lamentou a divulgação dos documentos.

Os Estados Unidos libertaram dezenas de prisioneiros de alto risco da prisão de Guantánamo e adiaram por anos a libertação de mais de 150 homens inocentes, segundo arquivos militares revelados pelo site WikiLeaks e divulgados desde domingo (24).
A prisão de Guantánamo, na ilha de Cuba (Foto: AP)A prisão de Guantánamo, na ilha de Cuba (Foto: AP)
Os 779 documentos, que fazem parte de um arquivo de memorandos secretos divulgados no ano passado pelo site WikiLeaks, foram entregues a um grupo de veículos da imprensa americana e europeia, incluindo os jornais "The New York Times", "The Daily Telegraph", "El País", "Le Monde", "La Repubblica" e a revista "Der Spiegel".
Milhares de páginas revelam que 130 dos 172 prisioneiros que deixaram a base naval de Guantánamo eram considerados "de alto risco" e representam uma ameaça para os Estados Unidos e seus aliados.
Entretanto, eles foram liberados sem passar por uma reabilitação ou mesmo pela supervisão mínima necessária.
Até um terço dos 600 presos durante o governo do presidente George W. Bush, vários deles transferidos para outros países, também foram classificados como de "alto risco" antes de serem libertados ou entregues a outros governos, revelou o New York Times.
Os arquivos podem se tornar uma enorme dor de cabeça para os Estados Unidos e seus aliados - que tentam tirar do poder o ditador líbio Muamar Kadhafi. Alguns apontam que um dos treinadores dos rebeldes líbios possui vínculos mais próximos com a Al-Qaeda do que se imaginava.
Casos reveladosSegundo os documentos divulgados, Abu Sufian bin Qumu dedicou-se por duas décadas a atividades extremistas, tendo sido treinado antes em dois campos da al-Qaeda. Ele participou da luta dos talibãs contra a União Soviética e a Aliança do Norte, e foi motorista de Osama bin Laden no Sudão, segundo a rádio pública americana.
Por seis anos, bin Qumu permaneceu detido em Guantánamo, antes de ser enviado por Washington para as autoridades líbias, em 2007, a pedido de Kadhafi. O governo líbio o libertou no ano passado.
Além disso, os relatórios revelam que pelo menos 150 dos detidos eram afegãos ou paquistaneses inocentes, incluindo motoristas, agricultores e cozinheiros, que foram detidos nas operações frenéticas de inteligência nas zonas de guerra.
Entretanto, durante anos estas pessoas permaneceram detidas devido à confusão de identidades ou simplesmente porque estavam no lugar errado no momento errado, segundo a imprensa americana.
O governo do presidente Barack Obama, que deixou sem prazo definido sua promessa de fechar de uma vez por todas a prisão militar da Baía de Guantánamo, lamentou a divulgação dos documentos secretos e defendeu seus esforços e os da administração anterior para "agir com extremo cuidado e diligência" na transferência de presos.
"As duas administrações (Obama e Bush) fizeram da proteção dos americanos sua principal prioridade, e estamos preocupados porque a revelação destes documentos pode ser prejudicial a estes esforços", indica um comunicado oficial da Casa Branca, publicado no domingo.

Em meio a crise política, Líbia fica sem convite para o casamento real Convite chegou a ser preparado, mas não foi entregue com piora da crise. Todos os chefes de missões diplomáticas em Londres foram convidados.

O Reino Unido decidiu não convidar nenhum representante da Líbia para o casamentodo príncipe William com Kate Middleton na Abadia de Westminster, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira (25).
Um convite para o embaixador da Líbia tinha sido preparado antes da intensificação dos conflitos no país, mas não foi entregue, acrescentaram as fontes.
A decisão de não enviar o convite para o casamento foi feita pelo ministério das Relações Exteriores britânico, que é o responsável por definir quais dignitários estrangeiros devem participar da cerimônia.
William e Kate prometem modernizar a tradicional monarquia inglesa (Foto: Rede Globo)O príncipe William e Kate Middleton (Foto: Rede Globo)
O protocolo determina que todos os embaixadores em Londres devem ser convidados a menos que haja um problema diplomático. Representantes do Irã e do Zimbábue, por exemplo, foram convidados apesar das relações tensas com a Grã-Bretanha no passado.
'Todos os chefes de missão diplomáticas em Londres que representam os países com os quais temos relações diplomáticas normais foram convidados para o casamento real', disse um porta-voz do Palácio de Buckingham.
O Reino Unido expulsou cinco diplomatas líbios no mês passado por avaliar que a presença deles poderia representar uma ameaça à segurança nacional. No entanto, o embaixador da Líbia e outros funcionários da embaixada permaneceram.
No domingo, o príncipe do Bahrein disse que não iria comparecer ao casamento por causa da agitação no reino, o que evitou um possível constrangimento com um convite ao monarca.

domingo, 24 de abril de 2011

Massacre de Realengo: cova de Wellington recebe flores

Depois de ser enterrado como indigente na área de covas rasas, o túmulo de Wellington Menezes de Oliveira amanheceu com um buquê de monsenhores brancos e sinais de que velas foram acesas.
Segundo o coveiro, André Luiz Oliveira, de 31 anos, o que parecia impossível aconteceu: estiveram no local para acender velas e rezar pelo autor do massacre da Escola Tasso da Silveira, em Realengo.
— Um grupo com cerca de cinco pessoas esteve ontem (sexta-feira) à tarde no túmulo. Eles colocaram as flores, acenderam velas e ficaram rezando por muito tempo. Uma das senhoras me disse que era kardecista e veio pedir pela alma dele. Mas não sei dizer se as pessoas eram da família — afirmou o funcionário, que na sexta-feira ajudou a enterrar o corpo.
Há 12 anos trabalhando como coveiro, André Luiz já enterrou muitos corpos não reclamados, mas o túmulo de Wellington é o único que tem o número na ponta da língua: 7708. Mesmo com toda a revolta da população contra o assassino das 12 crianças e adolescentes, André Luiz não acredita que vândalos venham ao Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, para realizar protestos na cova, assim como fizeram na casa onde o atirador havia morado com a irmã, em Realengo.
— Foi a pior pessoas que enterrei, mas vão querer fazer o que com aquele corpo? Acho que ninguém vai vir fazer nada com o túmulo — supôs André Luiz.
Nenhum familiar de Wellington compareceu ao Instituto Médico-Legal (IML) para liberar o corpo desde 7 de abril, quando ele abriu fogo contra os estudantes. O atirador de Realengo foi enterrado em uma urna popular por volta das 8h30m de sexta-feira, sem direito a choro e coroa de flores. Dos pedidos feitos por ele na sua carta de despedida, apenas um parece ter sido atendido. No texto com trechos desconexos, ele pedia para ser enterrado em um lençol branco ao lado de sua mãe adotiva, no Cemitério do Murundu, em Realengo. Queria ainda a visita de um “fiel seguidor de Deus orando diante de sua sepultura”. Ganhou mais do que rezas. Recebeu até flores.
Massacre
No dia 7 de abril, Wellington entrou na escola, em que havia estudado, se fazendo passar por um palestrante. Ele matou 12 crianças entre 11 e 14 anos. Outras 12 ficaram feridas e três permanecem internadas.

‘É injusto o assassino estar solto, e eu presa’, diz mãe de estudante morta em Campo Grande

Sueli Gonçalves de Souza, mãe de Mariana, assassinada no dia 7 de março em Campo Grande, só dorme à base de remédios. Ela vive com medo, principalmente depois que a juíza Elizabeth Louro, do 4º Tribunal do Júri, libertou Luiz Carlos Oliveira, acusado de matar a sua filha de 21 anos.
— Vizinhos já viram o assassino da minha filha rondando por aqui onde moro, e nas proximidades da escola. Ele é louco, tenho muito medo do que ele possa fazer. É muito injusto ele estar solto e eu me sentir presa — lamenta Sueli.
Enquanto a juíza Elizabeth Louro afirma que não viu "clamor público" ou "ameaça a outras pessoas envolvidas no processo, como familiares da vítima", a mãe de Mariana se sente acuada e com medo.
Com receio também de que o caso se torne mais um na lista dos crimes impunes do país, parentes e amigos de Mariana decidiram procurar a comissão de direitos humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. O presidente da comissão, o deputado Marcelo Freixo (PSOL), vai recebê-los no início da próxima semana.
— A decisão de retirar a prisão preventiva passa por critérios legais, por mais que o réu seja confesso. Se ele oferece risco a pessoas envolvidas na investigação, deve ficar preso — assinala o parlamentar, criticando a decisão da juíza: — Tem gente presa em delegacia há seis meses por roubo e furto, e não pode responder em liberdade. No entanto, tem gente que mata e fica solta. É difícil de entender.
Para família, paixão não explica crime
Quem convivia com Mariana questiona o argumento da juíza Elizabeth Louro de que a única motivação do pedreiro foi uma paixão fulminante. Luiz Carlos fazia serviços para a escola da família de Mariana — onde a jovem trabalhava como secretária — há pelo menos quatro anos.
— A Mariana sempre foi muito respeitosa com ele, nunca teve intimidade alguma. Nunca deu motivo para essa situação. E ele nunca lançou um olhar de cobiça para ela. A gente teria observado isso. Ele é louco mesmo, inventou isso do nada — criticou a tia da jovem, Sirley Gonçalves.
Outro argumento usado pelos familiares para rebater o crime passional é o fato de o dinheiro e os pertences da vítima terem desaparecido.
— Ela tinha ido na escola para receber pagamentos atrasados de um pai. Devia ter em torno de R$ 600. Cadê este dinheiro? E cadê os brincos e o colar de prata que o namorado tinha dado a ela, e que ela sempre usava? — questionou a mãe de Mariana, que tem contado com o apoio dos amigos da jovem: — Quando eles vão embora, fica só a tristeza.
Caroline Dias, a melhor amiga de Mariana, está reunindo colegas para lutar contra o impunidade.
— Queremos nos manifestar. Não pude salvar minha amiga desta brutalidade, mas vou salvá-la da impunidade.
Indignação com decisão da Justiça
O descontentamento com a decisão judicial que libertou Luiz Carlos não se limita aos familiares da vítima. Quem mora perto da cena do crime também está indignado.
— Se eu sei onde ele está? Claro que não! Se soubesse, a gente o pegava. Ele não é nem louco de passar nas redondezas. A gente ouviu dizer que ele passou por aqui nos últimos dias, que foi morar em Sepetiba, na Zona Oeste, mas ninguém sabe ao certo — disse o pedreiro José Rodrigues.
O pedreiro morava no condomínio em frente ao colégio da família de Mariana, hoje fechado. Alguns vizinhos temem que ele volte para lá.
— Tenho que ficar com minha mãe aqui na casa dela, pois ela tem medo. Ele é um assassino — disse um homem que não quis se identificar, com medo de represálias.

Criança morre após ser baleada pelo pai no Triângulo Mineiro, diz PM Suspeito atingiu ainda ex-mulher e uma amiga dela. Segundo a polícia, após o atentado, o homem se matou.

Tiros perfuraram porta de banheiro e atingiram ex-mulher do suspeito. Filha do casal de 5 anos também foi baleada e morreu (Foto: Reprodução TV Globo)Tiros perfuraram porta de banheiro e atingiram
ex-mulher do suspeito. Filha do casal de 5 anos 
foi baleada e morreu (Reprodução TV Globo)
Um homem de 36 anos matou a filha, de cinco, e baleou a ex-mulher e uma amiga dela na noite desta sexta-feira (22) em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Militar, após o atentado, o homem se matou.
A PM suspeita que o crime tenha motivação passional. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o homem era agente penitenciário há cinco anos. Após o dia de trabalho, ele teria ido à casa da ex-mulher.
No local, segundo a PM, a ex-companheira teria se trancado no banheiro. Mesmo com a porta fechada, o criminoso atirou varias vezes e atingiu a mulher.
A amiga dela teria tentado fugir com a menina, mas as duas também foram baleadas. A garota de cinco anos, que era filha do casal, e as duas mulheres foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Escola em Uberaba.
De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, a garota chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A ex-mulher do agente passou por cirurgia e o estado de saúde dela é estável. Já a amiga dela está em estado grave, ela foi ferida no rosto e no tórax.
O corpo do suspeito, de acordo com a PM, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. Segundo a Seds, ele trabalhava em um presídio de Uberaba.