segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Lula chega a hospital de SP para terceira sessão de quimioterapia Ex-presidente deverá ficar internado até terça-feira (13). Lula faz quimioterapia contra câncer na laringe, diagnosticado em outubro.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nachegada ao Hospital Sírio-Libanês nesta segunda (12) (Foto: Hélvio Romero / Agência Estado)O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na
chegada ao Hospital Sírio-Libanês nesta
segunda (12) (Foto: Hélvio Romero / Agência
Estado)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 7h30 desta segunda-feira (12) para a terceira e última etapa prevista da quimioterapia para o tratamento contra o câncer na laringe, diagnosticado em outubro deste ano.
Lula deve ficar internado até terça-feira (13)
Neste domingo (11), o ex-presidente afirmou estar "confiante" no tratamento. De acordo com os médicos do ex-presidente, entre três a quatro semanas após o fim da quimioterapia, o tratamento passará a ser feito por radioterapia - já em 2012.
A equipe médica do Sírio-Libanês avaliou que o tumor tem "nível de agressividade médio" e não deverá ser necessário fazer cirurgia.
Neste domingo, Lula esteve na partida final do Torneio TouchDown de futebol americano, realizado no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo.
Desde o mês passado,  ex-presidente raspou a cabeça e a barba para se antecipar à queda do cabelo, efeito da quimioterapia.
No último dia 6 de dezembro, Lula recebeu a visita da presidende Dilma Rousseff, em São Paulo. Ela aproveitou a viagem oficial para conversar com o ex-presidente.
Lula disse estar 'confiante' em tratamento (Foto: Dilvulgação: Instituto Lula/ Ricardo Stuckert)Lula disse estar 'confiante' em tratamento (Foto: Dilvulgação: Instituto Lula/ Ricardo Stuckert)

Câncer de laringe vale este (Foto: Arte/G1)

PMs são presos por suspeita de agredir homem em boate do Rio Eles teriam agredido um homem de 28 anos na sexta, na Ilha do Governador. Polícia investiga se outros policiais participaram da briga.

Dois policiais militares foram presos suspeitos de envolvimento em uma briga dentro de uma boate na Ilha do Governador, no Rio. A confusão aconteceu na madrugada de sexta-feira (9). Rorion Moraes, de 28 anos, sofreu inúmeras agressões na cabeça.

Os PMs foram identificados pelas câmeras do circuito interno da casa noturna no momento em que chegam ao local. As imagens do interior da boate mostram quando a vítima se desentende com um homem. Um amigo tenta afastá-lo e ele cai. Ao se levantar, leva um soco e, em seguida, ele é atingido por um banco de madeira. Desmaiado, ele leva mais chutes, que só param quando os seguranças da casa entram em ação.

A Polícia Civil informou que uma patrulha esteve no local na noite do incidente. Os PMs foram identificados e serão indiciados por prevaricação. Nesta segunda-feira (12), outro envolvido na briga prestará depoimento.
“Podia ter morrido, podia ter ficado aleijado. Do jeito que eles agiram ali, uma pessoa normal não age”, Rorion Moraes.

Já a Corregedoria da Polícia Militar investiga se outros policiais tiveram envolvimento com a briga. Os policiais vão ficar presos administrativamente por 72 horas.

TRE conclui apuração de votação em que maioria rejeitou dividir o Pará 66,6% disseram 'não' à criação de Carajás e 66,08% foram contra Tapajós. Com resultado do plebiscito, criação dos dois estados está descartada.

Os eleitores paraenses decidiram, em plebiscito realizado neste domingo (11), manter o estado do Pará com o território original, segundo informou às 20h08 (horário de Brasília, 19h08 locais) o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Ricardo Nunes. A confirmação do resultado foi dada com 78% de urnas apuradas, duas horas depois do término da votação.
A apuração foi concluída por volta de 1h20 desta segunda (horário de Brasília). Com 100% das urnas apuradas, o resultado indicou que 66,6% escolheram "não" para a criação do estado de Carajás e 66,08% rejeitaram a criação do estado de Tapajós.
Foram apurados os votos das 14.249 urnas do estado. A abstenção foi 25,71%. Do total apurado, pouco mais de 1% era de votos nulos e 0,49% de brancos. Votaram 3.601.849 dos 4.848.495 de eleitores paraenses.
Eleitores festejam em Belém o resultado do plebiscito no Pará, que rejeitou a divisão do estado (Foto: Raimundo Paccó / Frame / Agência Estado)Eleitores festejam em Belém o resultado do plebiscito no Pará, que rejeitou a divisão do estado (Foto: Raimundo Paccó / Frame / Agência Estado)
Com a decisão das urnas, o trâmite para a divisão do estado se encerrou junto com o plebiscito. Dessa forma, a Assembleia Legislativa paraense e o Congresso Nacional não precisarão analisar a divisão do território e criação dos novos estados.
Arte resultado final plebiscito Pará (Foto: Editoria de Arte / G1)
'Forma eficiente'
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, comemorou a rapidez na divulgação do resultado parcial do plebiscito cerca de duas horas após o encerramento da votação. 
"Penso que não apenas a cidadania está madura do ponto de vista cívico, mas a tecnologia eleitoral brasileira está muito avançada, conseguimos apurar o resultado matematicamente consolidado em duas horas depois do fechamento das urnas. Hoje foi um teste importante e verificou-se que o povo pode ser consultado rapidamente de forma eficiente e econômica", disse.
Para Lewandowski, o percentual de abstenção (25,4% às 20h11 - horário de Brasília) está dentro da normalidade. "Os índices de abstenção são relativamentes pequenos em um país de dimensões continentais. Acredito que a democracia no Brasil está consolidada", completou o presidente do TSE.
Plebiscito Pará 09 (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Eleitores em colégio eleitoral de Belém  (Foto:
Tarso Sarraf / O Liberal)
Votação
A votação começou às 8h, em mais de 14 mil seções eleitorais do estado do Pará. Os eleitores responderam a duas perguntas "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado de Carajás?" e "Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?". O número 77 correspondeu à resposta "sim" para qualquer uma das perguntas. E o número 55 foi usado para o "não".
Em 277 locais considerados de difícil acesso, a votação foi feita em urnas ligadas a baterias, que transmitiram os votos via satélite.
Durante todo o dia, mais de três mil militares do Exército reforçaram a segurança em 16 cidades do Pará, incluindo os municípios de Santarém e Marabá, que seriam as capitais dos novos estados.
Os outros municípios que contaram com segurança foi Altamira, Brasil Novo, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Juriti, Oriximiná, Santana do Araguaia, São Félix do Xingu, Redenção, Tucumã, Orilândia do Norte, Bacajá e Anapu.
Ausência
Os eleitores que não compareceram para votar terão 60 dias para justificar a ausência nas zonas eleitorais em que estiveram inscritos. Mesmo se tratando de um plebiscito, as exigências são as mesmas para eleições regulares. Quem deixou de votar e não apresentou a justificativa será multado e pode ter o título de eleitor cancelado.
Pesquisa
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha e divulgada na noite de sexta-feira (9) já apontava que a maioria dos eleitores do Pará rejeitaria a divisão do estado. O levantamento, terceiro e último feito pelo instituto antes do plebiscito, apontou que 65% dos entrevistados eram contrários ao desmembramento do Pará para a criação do estado de Carajás, e 64%, contrários à divisão para a criação de Tapajós.
A pesquisa foi feita de terça (6) a quinta (8), com 1.213 eleitores em 53 cidades paraenses e encomendada pelas TVs Liberal e Tapajós, afiliadas da TV Globo no Pará, e pelo jornal "Folha de S.Paulo". A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
pará (Foto: Tarso Sarraf/AE)No Pará, moradores de comunidade ribeirinha faz campanha contra a divisão do Pará (Foto: Tarso Sarraf/AE)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Estado de saúde de cão que foi enterrado continua gravíssimo Anemia profunda é o principal risco depois do tratamento. O filhote ficou enterrado por 12 horas em Novo Horizonte, SP.

Cachorro é resgatado após passar 12h enterrado em Novo Horizonte (Foto: Reprodução / TV Tem)Cachorro é resgatado após passar 12h enterrado
em Novo Horizonte (Foto: Reprodução / TV Tem)
O estado de saúde do cachorro enterrado vivo por 12 horas em Novo Horizonte, no interior São Paulo, continua gravíssimo. Segundo a clínica veterinária responsável pelo tratamento do cão, ele continua com dificuldades de comer e está tomando soro. Neste sábado (10), ele não apresentou melhora no quadro clínico.
Um novo exame de sangue foi realizado na sexta-feira (9) para avaliar o grau de anemia apresentado pelo animal. “Ele está recebendo soro, banhos terapêuticos, medicação e vitaminas. Hoje voltou a comer ração, mas a situação é gravíssima. Ele piorou muito”, informou a veterinária Viviane Cristina da Silva.
O animal também passa por um tratamento de sarna via oral. O olho esquerdo machucado compromete a visão. A veterinária contou que o cachorro só será submetido a uma cirurgia caso a recuperação seja positiva. “Não posso agora realizar o procedimento cirúrgico previsto. Se fizesse, com certeza ele não resistiria”.
O filhote vira-lata de 4 meses virou símbolo de resistência e força na cidade. Segundo o presidente da Associação Protetora dos Animais “Mão Amiga”, Marco Antonio Rodrigues, a solidariedade da população está sendo de extrema importância. “Temos recebido ajuda e telefonemas de todo o país. Muita gente quer ver o animal recuperado. Além disso, a quantidade de pessoas querendo adotá-lo aumenta”, disse.
Marco também sugeriu para a veterinária iniciar uma alimentação à base de ração humana, fornecida para pessoas que estão em situação pós-operatória. “Já ouvi a falar, mas não conheço. Vou continuar o tratamento com ração animal mesmo”, explicou Viviane.
 

Lentidão diminui na Via Dutra, mas rodovia permanece interditada Ponte ameaça desabar no km 118; pista foi transformada em mão-dupla. No sentido São Paulo, há 2 km de congestionamento.

A lentidão na Via Dutra, decorrente da interdição do km 118, na altura de Taubaté, a 140 km de São Paulo, diminuiu às 13h deste sábado (10). No sentido Rio de Janeiro, havia apenas 1 km de filas, do km 121 ao km 120.
Segundo a concessionária Nova Dutra, no horário, no sentido São Paulo, o congestionamento era de 2 km. Apesar disso, a rodovia permanece bloqueada, sem previsão de reabertura.
A pista foi interditada no início da noite de sexta-feira (9). Segundo a Polícia Rodoviária Federal, uma ponte localizada próximo ao distrito industrial da cidade corre o risco de ceder. O problema foi detectado por volta das 17h30 e o tráfego teve ser interrompido.
Como neste trecho não há um canteiro que divida as pistas, uma faixa do sentido Rio de Janeiro teve seu sentido revertido, transformando a pista em mão-dupla.
Uma opção para o motorista que precisar passar pela região é utilizar um desvio na altura do km 111 para a Rodovia Carvalho Pinto.
interdição dutra (Foto: Arte/G1)

Eclipse lunar é observado desde o oeste dos EUA à Europa Oriental Fenômeno começou por volta de 10h45, horário de Brasília. Eclipse ocorre quando Sol, Lua e Terra se alinham.

Um eclipse total da Lua pôde ser visto desde a zona oeste dos Estados Unidos até a Europa Oriental, neste sábado (10). O fenômeno começou por volta de 10h45, horário de Brasília, e por isso não foi visto do Brasil.
O eclipse total da Lua acontece quando o Sol, a Terra e a própria Lua se alinham, de forma que a Terra projeta uma sombra sobre seu satélite natural. A próxima ocorrência de uma eclipse como esse será em 2014.
Eclipse lunar visto de Portland, em Oregon, noroeste dos EUA (Foto: AP Photo/Rick Bowmer)Eclipse lunar visto de Portland, em Oregon, noroeste dos EUA (Foto: AP Photo/Rick Bowmer)
Eclipse parcial da lua é visto próximo à torre de TV em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno / AFP)Eclipse parcial da lua é visto próximo à torre de TV em Tóquio, no Japão (Foto: Yoshikazu Tsuno / AFP)

COP 17 corre contra o tempo para aprovar acordo climático Com prazo oficial já estourado, há risco de esvaziamento antes de decisão. Negociações em conferência da ONU seguem neste sábado (9).

COP 17 informações gerais (Foto: Editoria de Arte/G1)
A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas estourou o prazo oficial e segue na manhã deste sábado (9), em Durban, na África do Sul, sem definição ainda de um acordo para reduzir as emissões de gases-estufa.
Uma proposta de acordo foi discutida durante a madrugada e segue em debate numa nova "indaba", reunião de cerca de 70 países que a presidência sul-africana da conferência convocou nos moldes das tradicionais reuniões de anciãos zulus.
A metodologia sul-africana preza pela transparência na negociação, para evitar que  o processo se corroa por haver conversas paralelas, deixando algumas partes de fora - o que prejudicou, por exemplo, a conferência do Clima de Copenhague, em 2009.
Mas, ao mesmo tempo, tem tornado o processo mais lento, o que tem causado críticas. Um alto funcionário que participa das negociações apontava na manhã deste sábado que, se não houver logo uma definição, os ministros podem ir embora porque não conseguem remarcar seus voos num prazo razoável. "Não é uma questão política, é simplesmente algo que vai acontecendo", explicou.
Na noite de sexta-feira, os negociadores discutiam propostas para diferentes questões do combate à mudança climática.
Um texto principal inicialmente proposto pela presidente da conferência, a sul-africana Maite Mashabane, havia sido criticado por ser pouco incisivo em relação a avanços efetivos.
No novo texto, a expressão "marco legal" foi mudada para "protocolo ou outro instrumento legal aplicável a todas as partes". Ainda assim, não ficava explícito se se trata de algo "legalmente vinculante" - ou seja, de cumprimento obrigatório perante a comunidade internacional.
Essa é uma das questões mais quentes das negociações, já que os maiores emissores – China e EUA – ainda não deixaram claro se poderiam assumir esse tipo de compromisso. A União Europeia, o Brasil e outros países em desenvolvimento defendem a adoção de metas legalmente vinculantes.
Os EUA têm a dificuldade de que teriam de aprovar a questão em seu congresso, o que provavelmente não conseguiriam.
Lacuna
Outra novidade da segunda versão da proposta é um reconhecimento de que há uma lacuna entre a redução de emissões proposta pelos países e os cortes necessários para conter o aquecimento médio do planeta em 2 graus acima da era pré-industrial, objetivo acordado na última cúpula climática, em Cancún, no final do ano passado.
Foi retirada também a referência a que o novo instrumento legal vá entrar em vigor apenas a partir de 2020, como defendia a União Europeia. Cita-se a formação de um grupo de trabalho para conduzir a criação desse instrumento, que deve ser concluída em 2015.
O processo, segundo o texto, deve levar em conta recomendações do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ainda por ser lançado. Estima-se que as as avaliações científicas sobre as medidas para conter o aquecimento global devam ser mais severas.
Protocolo de KyotoOutro documento que está em análise pelos negociadores é um rascunho das condições sob as quais se renovaria o Protocolo de Kyoto, único acordo legalmente vinculante de redução de gases causadores de efeito estufa atualmente em vigor e que expira em 2012.
O texto em discussão pretende "garantir" que até 2020 as emissões dos países envolvidos (basicamente União Europeia e Austrália) sejam de, pelo menos 25 a 40% menos que os níveis de 1990. Diferentemente da versão anterior, há uma tabela com metas de redução para os países.
Fundo verde
Um rascunho com proposta de funcionamento para o "fundo verde" climático também foi publicado. A Coreia do Sul, de acordo com o texto, ofereceu recursos para dar início a seu funcionamento. Mas um outro artigo "convida" as partes a contribuírem para o fundo. Um dos temores na COP 17 é de que se estabeleça o funcionamento desse mecanismo, mas que ele vire uma "casca vazia", sem dinheiro suficiente para ser efetivo.
Centro Tecnológico
Na manhã deste sábado, saiu uma proposta detalhando a implementação de itens acordados na última conferência do clima em Cancún, como a criação de um Centro de Tecnologia do Clima, que se pretende estabelecer no próximo ano. Tudo ainda está pendente de aprovação oficial.